Jphake: A verdadeira história da Corretora Externa

Texto por Gabriela Craveiro, Elisa Amaral e Bárbara Astolfi

Suposto esconderijo da corretora externa (Foto: Reprodução)

Durante muito tempo, correm pelos corredores do Colégio Jean Piaget rumores de que a identidade da corretora externa não é tão simples quanto aparenta ser. Nunca foi explicado ao certo, por parte da escola, informações a respeito daquela responsável por corrigir as redações dos alunos da escola. Isso levou a equipe Jphake a investigar o assunto.

Há muitos anos, de aluno para aluno, geração para geração, foi propagada “A lenda da Corretora Externa”. A história conta que a pessoa responsável pela correção das redações seria, na realidade, mantida como prisioneira dentro da escola. O boato começou como uma brincadeira dos alunos, que nunca haviam sido apresentados a ela. Todavia, atualmente, acredita-se que essa não é uma história como outra qualquer. Em um dado momento, as redações começaram a ser corrigidas por alguém que assume o nome de “Natali”. Após algum tempo, notou-se que as mensagens críticas em redações apresentavam possíveis mensagens subliminares como “Qualquer dúvida, peça AJUDA à professora”, presente em uma redação de uma aluno do 3º ano do Ensino Médio.

Outro indício pôde ser visto quando algumas redações retornaram aos alunos com marcas que remetiam às de mordidas. “Um dia, cinco pessoas da minha sala não receberam as redações de volta e as que retornaram, apresentavam traços peculiares. Os erros estavam grifados com as cores erradas e as notas estavam mais baixas do que o normal. Algo estava errado”, contou uma aluna do 1º ano. Acredita-se que nesse ocorrido, alguém esqueceu de alimentá-la e ela devorou as próprias redações.

A partir dessas descobertas, diversas teorias foram criadas a respeito da localização e estilo de vida da corretora externa. Numa tarde de quarta-feira, alunos que saiam da aula de educação física escutaram sons incomuns, como de correntes sendo arrastadas, vindos do misterioso quinto andar. Diante disso, a equipe Jphake, com a participação dos alunos Thomas Conway e Anna Clara Lerner (atualmente estudantes intercambistas de origem espanhola), realizou um documentário que aborda o curioso caso da corretora externa.

Vídeo por Bernardo Louzada, Elisa Amaral, Anna Lerner e Thomas Conway

Paralelo a isso, um evento suspeito ocorreu no ano de 2019. A própria Natali passou a participar ativamente das aulas de terceiro ano ao lado da professora Cristiane Choia. O curioso é que isso passou a acontecer justamente no auge das suspeitas a respeito da verdadeira identidade da corretora externa, o que teria motivado sua libertação. Além disso, foi possível notar que na presença da professora de redação, Natali aparenta estar constantemente nervosa, o que leva nossa equipe a suspeitar que Cristiane pode estar envolvida.

A partir disso, a equipe Jphake procurou questionar a corretora, mas ela nunca se expressou de forma direta. Ao ser interrogada a respeito de seu ambiente ideal para trabalho, ela respondeu: “A luz do sol e o contato com outras pessoas não são necessários para que eu possa realizar meu trabalho. Estou acostumada com ambientes apertados. Hoje em dia, salas maiores até despertam um estranhamento em mim.”

Isso nos leva a questionar: será que Natali foi libertada, efetivamente? Ou será isso um mero disfarce, quando na realidade, ela retorna a sua “salinha” logo após as aulas? Ou então, será que existe outra corretora externa escondida em algum canto da escola? Onde seria esse esconderijo e quem seria essa nova prisioneira? Nada se sabe ao certo, mas é evidente que a história da corretora externa nunca se limitou a um simples mito.

ATENÇÃO: O conteúdo acima não é baseado em acontecimentos reais e consiste em um texto de humor com elementos exclusivamente fictícios.

Anúncios

Músicas internacionais que foram traduzidas para o português

Texto por Beatriz Cantoni, Gabriela Vitta e Bernardo Louzada

Foto: Divulgação

Todo mundo conhece a fama do brasileiro de sempre adaptar coisas que já existem para outras BEEEEEM mais criativas. Então, a gente juntou aqui umas músicas muito famosas ( e até cômicas) e outras menos conhecidas para você se chocar também com a engenhosidade brasileira.

JUNTOS – Paula Fernandes e Luan Santana  
(Shallow – Lady Gaga e Bradley Cooper)

Okay, todo mundo sabe o ~pequenino estrago~ que a Paula Fernandes e o Luan Santana fizeram com a música do filme “Nasce uma estrela”, da Lady Gaga. Ela ganhou um Oscar, gente, quem em santa consciência decide mexer numa música perfeitas dessas?!

Porém, a própria Lady Gaga aprovou as modificações feitas em Shallow e deixou que a Paula gravasse a versão em português. A cantora brasileira declarou no seu Instagram “Quando ouvi Shallow pela primeira vez, ela já mexeu comigo de imediato. Quis aprender a tocar e a cantar. Será uma grande responsabilidade trazer Shallow para a nossa língua, para a nossa história. Nada será igual à obra original, que é simplesmente da maior de todas, Lady Gaga!”

O mais interessante da declaração foi “nada será igual à obra original” e ela está coberta de razão: não tem NADA a ver com a música original, só a melodia mesmo. Ela ainda afirmou também que Gaga aprovou toda a letra, sem mudar uma vírgula. “Isso não tem preço, estou até emocionada. É um desses momentos que guardarei para sempre com muito carinho”, contou. Alguém, por favor, avisa a Lady Gaga que “juntos e shallow now“ significa “juntos e raso agora” e que isso faz um total de zero sentido?

EU SOU STEFHANY – Stefhany Absoluta
(A thousand miles – Vanessa Carlton)

Acredito que a maioria da pessoas já viu o clipe SENSACIONAL de “Eu sou Stefhany”, pela compositora contemporânea Stefhany Absoluta e, quem não viu ainda, apenas nunca viveu de verdade. O único defeito dessa obra é que ela acaba, porque a música é muito engraçada. Tipo, MUITO MESMO. Ela é uma adaptação da icônica música A thousand miles, de Vanessa Carlton, que ficou famosa pela interpretação do ator Terry Crews no filme “As Branquelas”.

Confere aí um trechinho dela:
“Agora vou te mostrar
Que não sou mulher
Não sou mulher
De esperar.
Eu sou linda
Absoluta
Eu sou Stefhany”

Vamos combinar que, além de ser uma música muito bem estruturada, ainda remete a importância do amor próprio e autoestima, sem se submeter às exigências alheias né ( rs).  Perfeita.

FAMOSA – Cláudia Leitte
(Billionaire – Travie McCoy feat. Bruno Mars)

Primeiramente, acho que é um consenso brasileiro que, não importa se você é fã ou não da Cláudia Leitte, essa mulher tem talento nato pra pagar mico. Já é conhecido que ela é uma pessoa que gosta de estar na mídia e se mostrar presente na cultura brasileira. Sendo assim, não podia faltar essa sensação na nossa listinha. Em 2010, Claudia Leitte lançou a tradução da música Billionaire, do Bruno Mars. A maior parte da música é composta por um rap do Travie Mccoy, então a parte que a Claudinha canta é só o refrão. Mas mesmo não tendo a maior parte da música, já foi o suficiente pra marcar o coração de muita gente (rs). A tradução não é exatamente fiel a canção original, mas ela mantém o mesmo sentido e melodia.

O BAILE TODO – Bonde do Tigrão
(Who let the dogs out – Baha Men)

É MUITO provável que essa seja uma das poucas músicas que váaaaaarios brasileiros nem devem conhecer a original e que amam de paixão a traduzida. O Bonde do Tigrão  foi um grupo brasileiro de new funk que marcou uma geração inteira com várias composições famosas, como a “Cerol na Mão” e “Um Tapinha Não Dói”. O mais legal do grupo é que, não importa a sua idade, você conhece pelo menos umas duas músicas deles.

Quanto a fidelidade da tradução da música original, não é uma tradução muito fiel, mas nenhuma das duas músicas tem uma composição muito profunda. Ambas apresentam uma letra mais superficial, o que nos leva a perceber que o foco da música não é o que ela diz e, sim, a sua melodia e como ela te faz sentir e agir ao ouvi-la.

SE NÃO VALORIZAR – Aviões do Forró
(Umbrella – Rihanna)

Aviões do Forró foi uma banda brasileira de forró eletrônico e ficou muito conhecida como um dos maiores fenômenos do gênero na atualidade. Hoje em dia eles não estão mais juntos, até porque Solange Almeida, ex-vocalista do grupo, declarou no Faustão que sua saída foi muito conturbado e ela tem um processo aberto contra a banda. “O Aviões do Forró ia acabar e, de uma hora para a outra, eles simplesmente me tiraram e continuaram a banda sem mim. Eu simplesmente me calei, fiquei ali caladinha, aguentei tudo dizendo que tinha saído porque queria e tal… mas enfim, passou… Graças a Deus estou aqui, estou viva, estou bem e estou feliz”, desabafou.

Enfim, continuaaaando, todo mundo sabe que vários artistas do forró tendem a dar aquela leve traduzida nas músicas internacionais e trazer músicas incríveis, como Se Não Valorizar, que foi traduzida de Umbrella, da PERFEITA e SEM DEFEITOS Rihanna. A música traduzida fala sobre amor como a original, mas a linha de raciocínio é TOTALMENTE diferente. Tipo, se “Se Não Valorizar” estivesse outro ritmo, não ia dar pra saber que a música foi traduzida. Mas como tem a melodia de Umbrella, a música é bem gostosinha de ouvir.

SE EU FOSSE UM GAROTO – Simone e Simaria
(If I were a boy – Beyoncé)

Só de ler o título da música eu já começo a rir, parece muito aquelas traduções da globo, tipo “Pequenas Mentirosas” ou “Lições de um Crime”. As coleguinhas mais amadas do Brasil também já fizeram uma tradução e, é óbvio que a dupla sertaneja mais incrível tinha que escolher a música da mais linda maravilhosa perfeita mulher da indústria da música: If I Were a Boy, da Beyoncé. Essa tradução é tão antiga que foi lançada não pela Simone e Simaria e, sim, pelo Forró do Muído, um grupo de forró eletrônico composto pelas irmãs antigamente. A tradução é umas das mais fiéis da lista, ela segue bem o significado e sentido  que a original quis passar ao público. Vamos combinar que a Simone e a Simaria são ótimas cantoras, então não tem como a música ser “ruim”, até porque ela tem o combo boa melodia+letra com um significado.

OPEN BAR // AMANTE – Pabllo Vittar
(Lean On – Major Lazer e Dj Snake // Burn – Ellie Goulding)

Pabllo Vittar está entre os maiores nomes da indústria da música brasileira e uma das mais conhecidas Drag Queens do mundo. Foi em 2015 que a cantora atingiu o Brasil com o seu Ep MUITO bem sucedido, “Open Bar”, versão brasileira de Lean On. A música foi um grande sucesso no carnaval de 2015 e marcou o início da carreira da Pabllo. A adaptação, como várias outras músicas dessa lista, segue o padrão melodia igual e letra diferente. A canção traduzida não tem muito a ver com original, assim como outro sucesso da cantora, “Amante”. Essa foi uma adaptação de “Burn“, da Ellie Goulding, lançada dentro do álbum “Open Bar”, em 2015, e como a anterior, apresenta uma letra que não condiz com a original. Mas mesmo assim, isso não impediu ninguém de se jogar no carnaval com os hits da cantora.

DANÇA KUDURO // FESTA NO APÊ // DESPEDIDA DE SOLTEIRO – Latino
(Danza Kuduro – Don Omar // Dragostea din tei – O-Zone // Gangnam Style – Psy)

Latino…o que dizer desse cantor com ALTÍSSIMA fama de plagiar músicas? Não é muito difícil encontrar pessoas comentando em sites ou redes sociais que o cantor Latino é um verdadeiro plagiador do mundo da música. Porém, não é confirmado que ele realmente copiou várias de suas canções “originais”. Acho importante deixar claro a diferença entre o Latino e os outros cantores dessa lista: diferentemente dele, os outros cantores tem na biografia da música traduzida a menção da original, para deixar “claro” que não é uma canção original. Já o Latino deixa no ar que as traduções dele não são traduções e, sim, canções originais. Comparando então as músicas dele com as supostas originais, da pra ver que é OBVIAMENTE uma tradução, mas como ele mesmo não admite e não dá os créditos aos autores originais, é plágio né galera?!

Enfim, Latino é mais um cantor que marcou a festa de muita gente, principalmente dos nossos pais, então a maioria das suas músicas viraram hit e se escuta elas por aí até hoje.

DIZ PRA MIM – Gusttavo Lima
(Just give me a reason – P!nk)

Ah, para mim essa tradução é muito fofinha kkkkkk. O Gusttavo Lima é cantor desde novinho, com 9 anos de idade ele já estava num trio musical com seus irmãos. Então, em 2010, ele se inseriu de vez no mundo na música como um dos “hitmakers” do sertanejo brasileiro, lançando músicas como “Balada”. Assim, em 2014, ele lança “Diz Pra Mim”, música traduzida da original “Just Give Me a Reason“, da linda maravilhosa, que estará no Rock in Rio 2019, P!nk. A música traduzida é bem fiel à original, levando em conta que é bem difícil traduzir literalmente a composição inicial por conta do jogo de palavras, rimas e melodia. A música traduzida fez bastante sucesso com mais de 105 milhões de acessos no Youtube e até hoje ocupa lugar nas músicas mais conhecidas do cantor.

RELAXA, CARA!

Texto por Rafaela Collaço

Foto: Katie Lambert

Você deve estar se perguntando sobre o que bulhufas uma coluna chamada Good Vibes vai falar. Na real, eu também estou. A ideia é trazer good vibes pra sua vida por meio de mensagens que poderão ajudar você a lidar melhor com problemas do ensino médio, tipo pressão, família, vestibular, competitividade, autoestima e talz. Mas que fique claro: isto não é uma coluna de auto ajuda!!!! É apenas um meio de dar um help e trazer umas vibes boas pra sua vida! Às vezes pode aparecer umas paradas mais hippies por aqui, como meditação e mindfulness.

Enfim, hoje, como primeiro tema, eu e a equipe do Fala JP decidimos falar sobre não se preocupar tanto. Essa parada se resume a qualquer coisa que te preocupe e te traga uma bad. Ou seja, não significa que você não deva se preocupar com absolutamente nada – até porque se você conseguisse fazer isso você se tornaria uma pessoa fria e bad vibe, que é o que nós não queremos, né?

Recentemente eu li um livro irado chamado “A sutil arte de ligar o f*da-se”, de Mark Manson. Eu provavelmente vou falar muito dele aqui porque é realmente um livro insano. Em um dos capítulos, o autor cita a seguinte frase: ligar o f*da-se é encarar os desafios mais assustadores da vida e agir.

Inúmeras coisas fazem nós nos preocuparmos, seja na escola com uma nota baixa, seja na vida social com um julgamento de alguém mesquinho sobre nosso novo corte de cabelo, ou na nossa casa naqueles momentos em que nossos responsáveis desacreditam de nós. E o que nós temos a fazer? Agir! Depois de dar umas choradinhas, claro.

Mas o que está em jogo aqui é não eternizar essas choradas. É clicar no botãozinho do f*da-se e bola pra frente, saca? Porque nós que estamos vivendo nossas vidas e não nossos pais. Essas mini coisas nos pedem para que tenhamos tal atitude. Porque, ou sofremos com uma bola de neve gigante de mini coisas, ou aprendemos a lidar com elas. É óbvio que não é tão simples assim sair ligando o botãozinho, mas só de ter isso na mente já ajuda. Por hoje é só, tchau 🙂

50 anos da Revolta de Stonewall: a relevância da luta LGBTQ+

Texto por Beatriz Freitas, Caio Gomes, Anita Scaff e Ana Badialle

Fachada do bar Stonewall Inn (Foto: Getty Images)

O mês de junho é conhecido mundialmente por ser o mês do Orgulho LGBT+. É a época em que ocorrem as famosas “Paradas do Orgulho” em diversos países. A comunidade vai às ruas em um grande evento, reivindicando cidadania e direitos como uma forma de luta e resistência à LGBTfobia.

O movimento LGBT+ (Lésbicas, gays, bissexuais, transsexuais e outras variações que fogem à norma hetero e cis normativa) incorpora as minorias historicamente marginalizadas por aspectos relacionados a gênero e sexualidade. O objetivo central é promover a igualdade social em diversos âmbitos, considerando que existem países onde a opressão chega a ser regulamentada por lei. São 70 países onde ainda é crime ser LGBT+, sendo que 68 dessa lista possuem leis diretas contra os indivíduos e, os dois restantes, Iraque e Egito, fazem uso de leis indiretas para perseguir e condenar cidadãos.

Bom, podemos respirar um pouco porque no Brasil a situação é diferente (ainda bem), mas apenas não ser crime não é o bastante para uma vida plena de direitos. Há uma série de questões que precisam ser trabalhadas, principalmente, entre nós jovens LGBT+’s. A taxa de problemas psicológicos como ansiedade e depressão são preocupantemente maiores entre nós, porque enfrentamos diariamente o sentimento de não pertencimento, medo de decepcionar amigos, família, o processo de autoaceitação, constatação da norma, a pressão de se assumir e isolamento. Tudo isso colabora para um público já fragilizado pela fase estressante que é a adolescência.

Por isso, com o intuito de gerar identificação e representatividade, buscamos trazer esse assunto para os alunos do Jean Piaget. Nosso objetivo também é criar uma cultura saudável de aceitação e desconstrução de temas que são alvos de discriminação entre os alunos, não apenas dessa escola, claro.

No dia 28 de junho, celebra-se o Dia Internacional do Orgulho LGBT+. Porém, a escolha desta data não ocorreu de maneira aleatória. Há 50 anos ocorreu um dos eventos mais importantes na luta contra a violência sofrida pela minoria que motivou a busca pelos direitos da comunidade.

Nesta data, no ano de 1969, no bar gay Stonewall Inn em Manhattan, Nova Iorque, ocorreu o movimento conhecido como a “Rebelião de Stonewall”. Homossexuais, travestis e transexuais, cansados de serem reprimidos e presos sem motivos, decidiram enfrentar a brutal ação policial como um movimento de resistência. Eles permaneceram confinados dentro do bar e receberam o apoio de uma multidão de outros membros da comunidade LGBT que estavam do lado de fora.

Tudo começou quando a polícia fez uma invasão no Stonawall Inn alegando que as bebidas alcoólicas eram ilegais e uma possível extorsão de dinheiro dos clientes mais ricos. O objetivo inicial era conferir a identificação de todos, prender todos os homens que estivessem vestidos de mulheres e depois fechar o bar permanentemente.  A situação começou a ficar fora de controle quando alguns se recusaram a mostrar sua identificação e os policiais começaram a assediar algumas mulheres lésbicas. Maria Ritter, conhecida pela sua família como Steve, relatou que seu maior medo era ser presa e que sua foto vestida com a roupa de sua mãe aparecesse no jornal ou na televisão.

Os que eram liberados ficaram esperando do lado de fora e começaram a formar uma multidão. Cerca de 150 pessoas permaneceram aplaudindo e encorajando os que ainda estavam lá dentro. A multidão aumentava cada vez mais quando uma briga estourou. Uma mulher que estava sendo escoltada reclamou que as algemas estavam muito apertadas e foi atingida na cabeça como resposta, o que fez com que os espectadores se revoltassem e fossem lutar.

Alguns policiais acabaram sendo encurralados para dentro do bar tentando conter parte das pessoas que atiravam moedas, garrafas e pedras. Um incêndio iniciou-se no local. A mangueira usada para conter as chamas também foi usada contra a população. O último policial só saiu do bar pela manhã e, ainda assim, mais protestos ocorreram nas noites seguintes.

O Stonewall Inn voltou a funcionar normalmente tornando-se um monumento histórico da cidade pela Prefeitura de Nova York em 2015, e, em 2016, foi nomeado pelo então presidente Barack Obama o primeiro monumento nacional dedicado aos direitos dos LGBTQ+.

Quando trata-se de representatividade LGBTQ+ é preciso olhar para o passado e reconhecer aqueles que lutaram para o pouco do que usufruímos nos dias atuais. A revolta de Stonewall, com certeza, representa parte dessa luta por aceitação, dignidade e representatividade. Stonewall sempre deve ser lembrado e celebrado como um movimento político de muita conquista e luta.

Um pedacinho de cada um

Texto por Melissa Alfinito

Post its no 3º A (Foto: Melissa Alfinito / Fala JP)

No começo do ano, alguns alunos do 3° ano A notaram que havia rabiscos ofensivos no mural da classe e queriam, o mais rápido possível, tirá-los dali. Uma das ideias foi fazer desenhos em post-its para colar em cima. Ao longo de algumas semanas, a vontade de encher o painel com mais criações foi aumentando e, assim, começou o divertido e acolhedor projeto de cobri-lo por completo.

Aos poucos, os alunos se motivaram a participar e foram adicionados diversos desenhos, um mais colorido que o outro e cada um com sua singularidade. Todos os tipos de arte são aceitos no mural (óbvio que dentro dos limites do ambiente escolar e do respeito) e é uma ótima oportunidade para os alunos se expressarem em pequenas ações que ficarão ali até o fim do último ano.

“Essa situação desconfortável dos desenhos ofensivos gerou uma ação positiva, porque muita gente se uniu pra fazer os post-its e foi legal vê-los expressando algo que gostam ou simplesmente representando amizades. Além de que, meus amigos da outra sala viram o mural e acharam muito interessante, o que acabou gerando conversas diferentes. Acho que esse é outro ponto positivo, a interação gerada por meio dos post-its”, disse Fernanda Proença do 3°A.

Cada um deixa sua marca e, assim, cria-se uma atmosfera mais colorida dentro de um ambiente, muitas vezes, tão estressante e constante. É um ponto da sala do qual todos fazem parte e, de pouco em pouco, o espaço será preenchido com um pedacinho de cada um.

“Eu achei uma iniciativa muito legal. Além de fazer o mural mais bonito, a sala se tornou mais unida. É um modo de cada um deixar sua marca na sala no nosso último ano e por isso eu decidi participar”, disse Giovanna Ferreira também do 3°A.

A vida secreta de grandes artistas

Texto por Ana Badialle

Leonardo Da Vinci (Foto: Reprodução)

Talvez nós não tenhamos consciência de que artistas como Dalí, Da Vinci e Tarsila do Amaral possuem vários momentos excêntricos que fizeram parte de suas carreiras. Todos são sempre representados de maneira formal, sem comentar sobre momentos curiosos e singulares de suas vidas. Mas, para a nossa graça, muitas dessas fofocas e curiosidades foram salvas e registradas para podermos nos divertir com eles. Aqui vão excêntricos momentos e fatos sobre grandes nomes já conhecidos da arte, para trazer graça e leveza para o campo da discussão artística.

Da Vinci já precisou enfrentar o julgamento do tribunal florentino em 1476

Não é novidade que o nome de Leonardo sempre carregou, ao longo da história, inúmeros boatos sobre suas invenções, sua arte, seus mistérios, e, principalmente, sobre sua sexualidade. É fato que em 1476, o chamado Ufficiali di Notte (Oficiais da Noite) – tribunal florentino que reprimia a homossexualidade masculina – espalhava urnas por toda cidade, conhecidas como “buracos da verdade”, onde cidadãos anônimos depositavam suas denúncias. Assim, Leonardo foi acusado de sodomia, especificamente, com seu aprendiz, o jovem Jacopo Saltarelli que, possivelmente, foi modelo para o quadro “São João Batista” (1513-1516).

Como Leonardo era uma pessoa muito renomada e conhecida em Florença, para a sua sorte, ele conhecia muito bem o tribunal florentino. A acusação foi retirada e ele voltou normalmente para sua vida. A homossexualidade masculina, apesar de ser considerada oficialmente crime em diversas regiões onde seria hoje a Itália, era uma prática muito comum, principalmente, dentro do meio artístico.

“São João Batista” – Leonardo da Vinci (Foto: Reprodução)

Michelangelo defendia que a abstinência sexual prolongava a vida

Michelangelo era um artista temperamental e essencialmente excêntrico. Ao que parece, ele defendeu, em boa parte de sua vida, que a abstinência sexual era algo que prolongava e melhorava a qualidade de vida das pessoas. É muito provável que ele nunca tenha visto uma mulher nua em toda sua vida, especula-se que essa seja uma possível razão para a representação de seus corpos femininos possuírem traços e aspectos anatomicamente masculinos. Ele provavelmente não teve tantos relacionamentos e relações com outros homens também, sua vida era majoritariamente dedicado à suas obras. Michelangelo morreu aos 89 anos de idade, talvez tenha funcionado para ele.

“A Noite” de Michelangelo representada no túmulo de Giuliano Medici (1520-1534) (Foto: Reprodução)

Caravaggio viveu procurado por assassinato

Caravaggio (1571 – 1610), pintor conhecido por desenvolver a técnica tenebrista no estilo barroco, era conhecido também por estar sempre no meios de conflitos. Há relatos de que o artista sempre trazia consigo uma espada de esgrima e vivia em sérias confusões, até que, em uma delas, matou o mercenário Ranuccio Tomassoni. Esse assassinato levou Caravaggio a fugir, pois passou a ser procurado e a, inclusive, ter sua cabeça como recompensa. Esse fato explica a razão do artista ter migrado tanto em vida, chegando a viver Nápoles, Malta e, por fim, Sicília.

“Giuditta e Oloferne” – Caravaggio (Foto: Reprodução)

Manet desafiou um crítico para um duelo

Manet (1833 – 18830), artista célebre do Impressionismo francês, sentiu-se insultado por um crítico que havia desaprovado seu trabalho. Por isso, resolveu chamá-lo para um duelo de espadas. O mais curioso da situação é que há registros de que a principal preocupação de Manet em relação ao duelo era qual sapato seria o mais adequado para a situação. Pelo jeito, eles não possuíam muitas habilidades com a espada e a luta teve uma duração curta. O crítico ficou levemente ferido no peito e após uns golpes ambos desistiram, apertaram as mãos e seguiram com suas vidas.

“Almoço na Relva” – Manet (Foto: Reprodução)

Klimt odiava viajar para fora da áustria

Gustav Klimt, pintor simbolista austríaco, autor do famoso quadro “O beijo”, detestava viajar para fora de seu país e evitava a situação a todo custo. No entanto, uma vez ele teve de ir para Florença e, na volta para Áustria, combinou de encontrar com um amigo na estação de trem. Mas ocorreu o que de mais trágico poderia acontecer para Klimt. O artista e o amigo se desencontraram na estação e, quando seu companheiro o finalmente encontrou, Klimt estava em um canto da estação encolhido e abraçado com sua mala, tremendo de medo, desesperado para voltar para seu país.

Fotografia de Klimt (Foto: Reprodução)

Picasso foi interrogado como suspeito pelo roubo da Mona Lisa em 1911

Quando a Mona Lisa foi roubada em 1911, o artista espanhol cubista, Pablo Picasso (1881 – 1973), foi um dos primeiros suspeitos a serem interrogados pelo roubo da obra. Tudo isso porque alguns anos antes, um sujeito chamado Pierre Reverdy roubou duas esculturas pequenas do Louvre e deu para o escritor e crítico francês, Guillaume Apollinaire, que por sua vez presenteou Picasso com as obras. Essa história veio a conhecimento do museu e eles logo foram detidos como suspeitos. Mas, algumas horas depois a história foi esclarecida, e Picasso simplesmente devolveu as obras para o Louvre. Apenas dois anos depois, a Mona Lisa foi de fato encontrada, e a resolução do caso não tinha realmente nada a ver com Picasso e Apollinaire.

Fotografia de Picasso jovem (Foto: Reprodução)
Fotografia de Apollinaire (Foto: Reprodução)

Senhor Escher

Maurits Escher, artista gráfico holandês, recebeu na década de 1970 uma carta de Mick Jagger, vocalista da banda The Rolling Stones, na qual ele implorava para que o artista desenhasse a gravura da capa do álbum. No entanto, Escher nem chegou a considerar o pedido porque, segundo ele, teria ficado muito ofendido porque Mick Jagger o chamou pelo primeiro nome na carta, ao invés de “Senhor Escher”.

Fotografia do Senhor Escher (Foto: Artista desconhecido)

Salvador Dalí e suas excentricidades

Dalí, pintor surrealista espanhol, na década de 1950, foi dar uma palestra em Londres utilizando uma roupa de mergulho com capacete. Só que o artista não pensou que talvez ele fosse precisar de um tubo de oxigênio acoplado ao capacete e, por isso, começou a sufocar dentro do traje. Os espectadores acreditaram que a agonia representada por Dalí fazia parte de mais uma performance dele e demoraram para vir ajudá-lo. No fim, deu tudo certo e conseguiram retirar seu traje antes que Dalí desmaiasse.

Fotografia de Dalí em sua palestra (Foto: artista desconhecido)

Tarsila do Amaral já trabalhou como operária de construção

Durante a crise de 1929, a rica família de Tarsila do Amaral perdeu praticamente todos os bens e dinheiro que tinha. Por isso, ela vendeu alguns de seus quadros para viajar para a União Soviética com seu novo marido, o psiquiatra Osório César, que a influenciou a ter diferentes formas de pensamento político e social.

O casal viajou para muitos lugares e chegou, novamente, em Paris, onde Tarsila se sensibilizou com os problemas da classe operária. Sem dinheiro, a artista trabalhou como operária de construção, pintora de paredes e portas. Mas logo ela conseguiu o dinheiro necessário para voltar para o Brasil.

Fotografia de Tarsila do Amaral (Foto: Reprodução)

Texto por Victória Lopes

Tenha uma relação saudável com seu grupo

Não são todos que conseguem formar um grupo antes de fazer as inscrições dentro dos eixos ou então achar amigos próximos com interesses em comum para fazer o trabalho. Muitas vezes você acaba tendo que fazer o grupo com pessoas que não se relaciona ou nem conhece, mas isso não é tão ruim quanto parece! Priorize sempre o Projeto de Iniciação Científica (PIC), trabalhem juntos sempre que puderem e peçam ajuda para o seu orientador ou para a Cláudia, caso aconteça alguma desavença. Manter uma relação saudável com seu grupo é o passo mais importante para apresentar um trabalho digno de 10 no fim do ano.

Organize seu tempo

Não vamos negar que fazer um PIC é extremamente trabalhoso e requer muito tempo e esforço. Embora pareça impossível, tem como não entrar em desespero no meio de tantos relatórios e artigos. No ensino médio não há muito tempo livre, mas é sempre bom reservar um momento, nem que sejam 15 minutos, para fazer leituras que possam ser interessantes para o trabalho. Então é só juntar com as leituras dos outros membros do grupo para compor o PIC perfeito.

Preste atenção nas datas de entrega

É comum ver várias pessoas trabalhando que nem loucas um dia antes de entregar o relatório, o plano de pesquisa ou uma lição de casa qualquer. Muitas vezes não há mais computadores vagos e nem todo mundo consegue terminar a tempo. Para não passar por essa terrível situação, procure adiantar o trabalho ao máximo. Depois de cada reunião, atualize o trabalho com novos conteúdos e, sempre que tiver um tempo livre, encontre com seu grupo para concluir o projeto. Além disso, marque todas as datas na sua agenda para não esquecer e ter que fazer na hora. Isso beneficia a você e a um pobre necessitado que não leu o FalaJP!

Faça uma boa apresentação

O trabalho pode estar maravilhoso, mas quando setembro chegar não é só isso que vai te tirar de uma possível recuperação! A apresentação oral junto com o power point define uma crucial parte da sua nota, então é bom nunca comer bola. Monte os slides de acordo com o que você e seu grupo pretendem falar e deixem dicas estratégicas caso esqueça alguma fala. Tente não ficar nervoso e trate a apresentação como uma conversa. É como explicar a sua série favorita para seu amigo!  

Administre o estresse

O PIC é importante, mas você é mais! Nunca se sobrecarregue demais com o que você tem que fazer. Leia o que conseguir e tire um tempo de descanso. Se sentir que vai acabar fazendo o trabalho todo pelo grupo, converse com seu orientador para resolver a situação mas, para isso, esteja com o trabalho em dia e não em cima da hora!

Não entre em pânico!

Caso tudo esteja dando errado não se desespere! Converse com seu grupo e busque meios de ajustar aquilo que parece estar perdido. Dentro da biblioteca da escola estão disponíveis os trabalhos de grupos dos anos anteriores para dar uma olhada e buscar ajuda. Plágio é crime, mas ler para auxiliar na formatação, escrita e produção do trabalho não é!

Trate o PIC com importância

O Projeto de Iniciação Científica, embora pareça algo que vai testar sua paciência, vai te ajudar muito quando você entrar na faculdade e tiver que fazer o famoso TCC! Trate o PIC com a devida importância e se esforce para fazê-lo, mesmo que você não goste e ache tudo isso uma perda de tempo. Acredite quando os professores e orientadores dizem que ele vai ser extremamente útil no seu futuro, eles só apresentam fatos.