A importância da proteção contra as ISTs e outras doenças sexuais

Texto por José Vitor Giusti

Arte: Richet

Proteção é uma palavra forte que é pouco utilizada entre os jovens de hoje em dia. Muitas doenças e infecções sexualmente transmissíveis são cada vez mais constantes entre os adolescentes. Uma das causas é pela falta de informações sobre como se proteger. 

O Ministério da Saúde passou a adotar a terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) em substituição à expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), pois destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que é uma agência especializada em saúde subordinada pela ONU, o índice de contágio dobrou entre jovens de 15 a 19 anos, passando de 2,8 casos por 100 mil habitantes para 5,8 na última década. Nosso objetivo é apresentar as doenças e infecções sexualmente transmissíveis mais recorrentes entre os adolescentes, como elas ocorrem, os sintomas e como podem ser prevenidas.

Herpes Genital

É causada pelo herpes simples e pode ocorrer nos dois sexos. Seus sintomas são dor, coceira na pele e alguns ferimentos nos primeiros momentos pela formação de úlceras e crostas. A Herpes Genital não tem cura, mas pode ser controlada através de medicamentos. Essa doença pode ser prevenida simplesmente com o uso de preservativos nas relações sexuais.  

Gonorreia

A gonorréia é uma das ISTs “menos graves”, porém uma das mais difíceis de detectar por ter poucos sintomas, algumas vezes até nenhum. Os sintomas são de dor ao urinar e secreção anormal do pênis ou da vagina. Os homens podem sentir dor testicular e as mulheres, dor pélvica. A Gonorreia tem cura e, com o uso de antibióticos, a doença pode ser amenizada em poucas semanas. A prevenção também é o uso de preservativos em relações sexuais. 

Sífilis

É considerada uma doença rara que se desenvolve em estágios. O primeiro sintoma é uma ferida indolor na genitália, no ânus ou na boca. O segundo estágio é caracterizado por irritação na pele. Depois, não haverá mais sintomas até o último estágio, que pode ocorrer só anos mais tarde, causando danos no cérebro, nervos, olhos ou coração. A Sífilis tem cura, é tratada com penicilina e os parceiros sexuais também devem fazer o tratamento. A doença pode ser prevenida com o uso de preservativos em relações sexuais e evitando contato com sangue infectado. 

Clamídia

É uma doença que geralmente afeta mulheres jovens, mas também é possível de ser adquirida por homens em alguns casos. Os sintomas são de dor genital e secreção pela vagina ou pênis. A clamídia tem cura e durante o tratamento é recomendado que o paciente afetado e seus parceiros façam uso de antibióticos.

HPV

O papilomavírus humano, também conhecido como HPV, é a IST mais comum. Algumas pessoas com a infecção acabam não desenvolvendo nenhum sintoma, mas continuam podendo infectar outros indivíduos pelo contato sexual. Os possíveis sintomas são verrugas nos órgãos genitais e na pele circundante. Não há cura para a HPV, mas as verrugas podem desaparecer por conta própria e o tratamento tem como objetivo eliminá-las. Ela pode ser prevenida através de uma vacina para impedir alguns tipos de HPV com maior possibilidade de causar verrugas genitais e câncer cervical.

AIDS

O vírus da AIDS, sendo um dos mais conhecidos e temidos pelos jovens, pode ser transmitido pelo contato com sêmen, sangue ou fluidos vaginais infectados. Os primeiros sintomas depois da infecção do vírus HIV são como os da gripe: febre, dor de garganta e fadiga. Perda de peso, febre ou sudorese noturna, fadiga e infecções também são recorrentes em quem possui a doença. A AIDS não tem cura, mas tem um tratamento de adesão estrita aos regimes antirretrovirais, também conhecido como coquetel, que pode retardar o progresso da doença e prevenir infecções secundárias e complicações. A AIDS pode ser prevenida com o uso de preservativos nas relações sexuais.

Um fator muito curioso entre todas as doenças citadas na matéria é o fato que a principal causa de transmissão das ISTs seja pela falta de uso de preservativos nas relações sexuais. Isso faz com que a vida sexual de tantos jovens seja afetada pela falta de prevenção, por falta de informação e por ainda ser considerado um tabu. Por isso, para que todos os jovens possam ter relações de maneira tranquila, os garotos devem procurar um urologista e as garotas um ginecologista para se informarem sobre sexos seguros e se prevenir para não sofrer com nenhuma IST futura.

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Instagram tira números de curtidas e incentiva usuários a tirarem as máscaras também

Texto por Melissa Alfinito

Foto: Justin Sullivan/Getty Images

A forma como as pessoas se relacionam atualmente nas redes sociais tem se transformado em um comportamento cada vez mais intenso e vazio. Se por um lado muitas pessoas utilizam o meio virtual apenas para propagandear produtos ou para se informar, por outro, há aquelas que se envolvem na rede para criar imagens que nem sempre ilustram a realidade. Quando pensamos em exposição de personalidade não consideramos o lado negativo e também não esperamos ver abertamente esse compartilhamento de outras pessoas. 

Por isso, a internet se tornou um ambiente onde todos, ou quase todos os usuários, criam máscaras para se apresentar publicamente esperando se encaixar em um padrão surreal que a rede e a sociedade exigem. Podendo também essa máscara ser chamada de “persona”, o psiquiatra Carl Jung a define como “originalmente a máscara usada pelo ator, significando o papel que ia desempenhar. Como seu nome revela, ela é uma simples máscara que aparenta uma individualidade, procurando convencer aos outros e a si mesma que é uma, quando, na realidade, não passa de um papel”. Além disso, Jung a coloca como essencial para a construção da imagem em ambientes formais onde precisa-se de um comportamento mais controlado. Um exemplo é não se comportar em um ambiente de trabalho como se comporta em uma festa com amigos, utiliza-se a persona para moldar sua individualidade e se apresentar de maneira pertinente.

O problema começa quando quem põe essas máscaras esquece de tirá-las e a imagem inventada se transforma numa personalidade irreal fixa. Esse problema piora quando é percebido nas redes sociais. Inegavelmente, qualquer um que é usuário do mundo virtual nota a quantidade de pessoas que forçam imagens, corpos e vidas perfeitas para atrair seguidores e “likes”, ou para evitar que a atenção chamada seja negativa atraindo julgamentos causados pelo estranhamento de ser puramente real. A invenção de uma vida perfeita não prejudica só quem finge, mas também quem evidencia e acompanha essas realidades distorcidas, pois esse comportamento se torna uma espécie de regra que faz usuários duvidarem de sua própria essência e personalidade, incentivando-os a tentar mudá-las para se encaixar no padrão.

Mas, finalmente, algo foi feito e o começo de um resultado positivo foi despertado pela ação do Instagram de tirar a visualização das curtidas nos posts. Agora, apenas quem posta a foto ou o vídeo pode ver quantas pessoas “deram like”. Mesmo sendo algo pequeno e ainda sendo possível ver números, é uma boa iniciativa para quebrar a obsessão pela atenção e pelo desejo de agradar, pois muitos usuários já perceberam a vantagem da mudança e comentaram sobre o impacto positivo.

“Nós queremos que seus amigos foquem nas fotos e vídeos que vocês compartilham não em quantas curtidas recebem. Você ainda consegue ver os “likes” das suas fotos clicando na lista de pessoas que curtiram mas seus amigos não.”
“Opinião não-popular: O Instagram tirar as curtidas é uma ótima ideia. Muitas garotas (inclusive eu) se comparam com outras baseadas em quantas curtidas recebem. Dane-se isso. Vocé é linda sendo você mesma e a quantidade de “likes” não pode te tirar isso. Ponto final.”

Já passou da hora de deixarmos essa sede por números de lado. Nós classificamos corpos e vidas de acordo com imagens postadas e isso é muito perigoso! Vamos viver o real e aproveitar o agora sem numerar ou nos preocupar com quantos “likes” a foto que você postar vai ter. Não compare suas qualidades e a sua beleza com a dos outros, cada um tem sua singularidade e curtidas em fotos não fazem ninguém ser melhor que ninguém!

As várias faces do projeto de Criminalização da LGBTFobia

Texto por Ana Luiza Badialle, Anita Scaff, Beatriz Freitas e Caio Gomes

Foto: Reprodução

Em fevereiro, o Supremo Tribunal Federal iniciou o processo de julgamento do Mandado de Injunção 4.733 e da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão 26, nos quais, em outras palavras, possibilitam obter provimento que conduza à “criminalização específica de todas as formas de homofobia e transfobia”. O projeto de Criminalização da LGBTfobia foi aprovado na última semana (13), trazendo, simultaneamente, críticas e glorificações de grupos distintos. A seguir, entenderemos o porquê de tal ação ser um grande avanço na conquista dos direitos LGBT, mas críticas devem ser tecidas, de qualquer modo.

O que é LGBTfobia? E por que a criminalização da LGBTfobia é importante?

LGBTfobia faz referência a qualquer ato ou manifestação de ódio ou rejeição a homossexuais, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais, baseado somente em sua orientação sexual e/ou identidade de gênero.

Atualmente, a situação na qual a comunidade LGBT se encontra não é a das mais desejáveis, tendo direitos básicos negados em diversos países do mundo e, isso somado a violências e discriminações diárias sofridas pela comunidade.

Quanto ao  Brasil, no dia 8 de fevereiro de 2019, o Grupo Gay da Bahia divulgou um relatório sobre  violência contra LGBTs no país. Os dados são referentes ao ano de 2018, em que foram registradas 420 mortes – por homicídio ou suicídio decorrente da discriminação – de integrantes da população homoafetiva e transexual. O relatório mostra que, desde 2001, houve aumento significativo no número de mortes de LGBTs causadas pela discriminação. Naquele ano, registraram-se 130 óbitos. Em 2008, foram 187. Já em 2017, atingiu-se o número recorde de 445 mortes.

São poucos os países em que a união civil entre pessoas do mesmo gênero é permitida e, em ainda menos países, há proteção constitucional dos direitos da comunidade. Segundo relatório elaborado pela Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais, divulgado em março de 2019, vinte e seis países reconhecem o casamento entre pessoas do mesmo sexo; 27 regulamentaram as uniões civis; e 72 nações têm leis que protegem gays e lésbicas contra a discriminação no trabalho. Apenas 39 países têm normas que punem o incitamento ao ódio, a discriminação e a violência contra uma pessoa por causa da orientação sexual, e 28 permitem que gays e lésbicas tenham acesso à adoção.

No entanto, em outros países do mundo, a situação é ainda mais crítica. Em locais como Iêmen, Irã, Iraque, Arábia Saudita, Mauritânia, Qatar, Nigéria, Somália, Sudão e Emirados Árabes Unidos, ser LGBT é um crime cuja punição é pena de morte. Em outros 60 países do mundo, ainda é crime ser LGBT e, as punições incluem chicotadas, prisão perpétua de até 20 anos e apedrejamento até a morte. Desse modo, fica claro como a criminalização da LGBTfobia é necessária e urgente.                        

Sobre A Proposta

O projeto (PL 672/2019) foi aprovado na última semana, com 8 votos a favor e 3 votos contra. A proposta consiste em uma interpretação da Lei do Racismo que inclua crimes que envolvam LGBTfobia, uma vez que ainda não existam legislações próprias para o assunto. O autor do projeto é o senador Weverton Rocha (PDT-MA), mas a versão aprovada é a do relator Alessandro Vieira (Cidadania-SE). As punições incluem reclusão de um a três anos e pagamento de multas para aqueles que discriminarem qualquer indivíduo por orientação sexual ou identidade de gênero. Não permitir o acesso ou atendimento a essas pessoas em estabelecimentos comerciais, impedir suas manifestações de afeto em público, demissão ou não aceitação em empregos e negação de promoções por preconceito são alguns dos fatores que promovem tais punições. No entanto, em estabelecimentos religiosos, as punições são descartadas pois, de acordo com o relator, “não se pode invadir um templo religioso para fazer coisas que aquela religião não aceita”.

Problemáticas do #CriminalizaSTF

O STF está fazendo um julgamento de duas ações ligadas à LGBTfobia que foi solicitada por um grupo de movimentos. Os pedidos são que o STF considere que a Câmara e o Senado, ou seja, o Legislativo, foram omissos ao não julgar esse tema antes; e também que ele assuma a missão de resolver essa questão, dando uma nova interpretação para uma lei que já existe – a de racismo – visto que ele não pode criar leis, sendo seu único poder regular a aplicação das já existentes. Com isso, surge uma série de problemas que devem ser analisados.

Primeiramente, é preciso entender que, como dito antes, o STF não vota leis. Uma vez que isso é função do Legislativo, da Câmara dos Deputados e do Senado, não cabe ao STF propor leis, e, portanto, não há nenhuma lei a ser votada, construída ou aprovada.

Além disso, o fato de ter sido considerado um pedido omitido anteriormente abre um precedente perigoso, que pode fazer com que grupos de interesses se sintam no direito de levar para o STF toda pauta que não conseguirem vencer no congresso.

Além de que, ampliar a lei de racismo, inserindo a questão da LGBTfobia, é considerá-la um tipo de racismo. Isso trará problemas futuros no entendimento jurídico sobre a distinção de racismo e LGBTfobia, com desafios muito sérios no processo de elaboração de políticas públicas de combate a ambas.

Ademais, as leis que punem racismo no Brasil só tipificam a injúria racial, que são ofensas, xingamentos e incitação ao ódio, e os casos de discriminação racial, que na lei nada mais é do que o tratamento discriminatório em estabelecimentos comerciais e serviços públicos. Dessa forma, a lei da LGBTfobia não incluirá casos de agressão física, lesão corporal e assassinatos.

Por fim, deve-se lembrar que a lei do racismo já existe há 30 anos e foi responsável por poucas mudanças nas relações raciais no Brasil, o que nos leva a pensar que, se ampliar essa lei, incluindo a LGBTfobia, terá o mesmo efeito. A questão é que a ideia de criminalizar a LGBTfobia é boa, mas o modo como estão pedindo ao STF pode gerar mais problemas futuramente, se não for trabalhado com cautela.

Significado para os LGBTQs

Apesar de não ter sido efetuada de modo ideal, a criminalização da LGBTfobia representa um respaldo para a Comunidade LGBT quando trata-se de sua discriminação, algo que gera um reconhecimento maior das necessidades próprias de uma minoria. Como já mencionado antes, ser uma pessoa LGBT inclui uma série de dificuldades e desafios trazidos pela sociedade majoritariamente conservadora, oferecendo riscos e situações não vividas por quem não pertence à uma minoria social.

Por isso, a necessidade de haver um recurso que tipifique o tipo de agressão sofrida, especificamente, por quem foge às normas cis e heteronormativas, é relevante e representa um passo no reconhecimento dos direitos LGBT´s que também são direitos humanos necessários para a construção de uma sociedade mais justa. Portanto, apesar das problemáticas trazidas pela forma como foi realizado o processo, o reconhecimento da LGBTfobia pelo STF é um pequeno avanço dentro de um período com uma onda tão conservadora e perigosa para os LGBT´s.

Por fim, é importante ressaltar que mesmo já tendo ocorrido uma maior aceitação e normatização da Comunidade, isso não é uma regra para todas as realidades e locais, o preconceito é algo que precisa ser constantemente enfrentado e questionado. Mas não importa se você é afetado ou não por ele, qualquer tipo de discriminação representa um retrocesso que deve ser essencialmente combatido. Pense nas outras pessoas, nas outras realidades, considere além de suas dificuldades, pois ser parte de uma minoria requer apoio para que se possa viver plenamente com seus direitos.

Você já pensou em enviar músicas para o espaço? A NASA já!

Texto por Melissa Alfinito

Foto: Divulgação NASA

O ano de 2019 marca o cinquentenário da famosa  missão “Apollo 11”, o voo espacial que fez Neil Armstrong ser o primeiro homem a pisar na lua e eternizar a frase “Um pequeno passo para o homem. Um grande passo para a humanidade”. A expedição foi iniciada em 16 de julho de 1969.

Local onde está guardada a espaçonave (Saturn V) usada na Apollo 1 nos EUA
(Foto por: Noah Mendes)

Portanto, enquanto a NASA comemora essa data icônica, eles planejam voltar à lua até 2024. Por isso, a empresa teve uma ideia perfeita para aqueles que amam música. Se você é um desses, você tem que participar!

Já que a lua é um “pouquinho” longe da Terra, significa que a viagem também será longa. Então, por que não rechear o espaço vazio (literalmente rs) do tédio de três dias de ida e três dias de volta com MÚSICA?

Sim! A NASA levará música para o espaço! Os astronautas que participarão da nova expedição terão uma playlist com músicas enviadas pelo mundo inteiro que serão tocadas durante a viagem. Você pode fazer a sua música favorita ser ouvida por eles!

As sugestões começaram no dia 3 de junho e serão aceitas até o dia 28 deste mês, o  mesmo período que, há 50 anos, a equipe da Apollo 11 se preparava para a expedição. Você pode tweetar o pedido de música com a hashtag #NASAMoonTunes (não se esqueça de especificar o artista!) ou enviá-lo pelo formulário oficial no link.

Mas, fique de olho nas regras! Músicas com títulos, letras ou temas explícitos não serão adicionados na playlist, bem como aquelas que só existem em plataformas como Soundcloud, Youtube ou qualquer outra que o próprio usuário possa fazer seu upload. Além disso, apenas sugestões enviadas com o uso da hashtag ou por meio do formulário serão consideradas! Por fim, não há algum critério ou obrigatoriedade de seleção, portanto, talvez seu pedido não seja selecionado, não há como saber, mas não custa tentar!

As músicas escolhidas serão anunciadas em 13 e 14 de julho de 2019 e serão tocadas ao vivo durante o programa da NASA “Third Rock Radio” alguns dias antes do aniversário da Apollo 11. Por isso, se você quer saber se sua música será ouvida pelos astronautas a caminho da lua, não perca o programa!

Você pode acompanhá-lo pelo Website (www.thirdrockradio.net), Facebook (@thirdrockradionasa) ou Twitter (@ThirdRockRadio).

Boa sorte!!!

A educação está sendo prejudicada com a proposta de corte do governo?

Texto por José Vitor Giusti e Rafael Quidicomo

Manifestações contra o corte de recursos na educação movimentaram todos os painéis de notícias do Brasil e, muitas pessoas de diferentes lados ficaram com milhões de dúvidas sobre qual o intuito dessa medida, como ela foi pensada e, principalmente, se ela prejudica ou não as universidades e a educação básica federal do nosso país.

Com isso, essa matéria foi produzida para explicar a todos como funciona à medida que o ministro da educação, Abraham Weintraub, propõe para o corte da verba das universidades públicas federais.

  • Uma das maiores críticas feitas à proposta é a forma como foi anunciado pelo ministro, pois além de ele não ter especificado o motivo para aquele contingenciamento, ele usou a expressão balbúrdia para se referir às universidades.
  • Segundo o próprio governo, logo nos primeiros meses o acúmulo dos impostos não atingiu a meta esperada e planejada, sendo o orçamento aprovado no ano passado pelo Congresso. Então, para não ter que aumentar os impostos, houve um contingenciamento, uma reorganização nos gastos de áreas de universidades federais. Especialistas da educação indicam que levando em consideração o valor estimado para as despesas discricionárias e não o orçamento total, o bloqueio geral das universidades federais seria de 30%. A despesa discricionária é o gasto que a universidade tem para pagar suas atividades, como água, luz, telefone, etc, e investir na sua estrutura. No geral, as universidades federais sofreram bloqueio de R$ 2 bilhões correspondentes a esses gastos.
  • Para muitas pessoas, a medida tem como intuito tirar o dinheiro investido para as faculdades públicas. Mas o objetivo real da proposta é fazer um contingenciamento dos gastos nas áreas de luz, água, obras e pesquisas das universidades federais. Porém parte dos manifestantes acreditava que haveria um corte nos salários dos professores, o que no momento não aconteceu.
  • Evidenciando um fato, em nosso país é investido 4 vezes mais em verbas federais no ensino superior do que em ensino básico, o que faz com que alunos de colégios públicos tenham muita dificuldade de ir para grandes faculdades por falta de ensino e tendo que entrar por cotas. Porém, vale lembrar que a educação básica é responsabilidade de estados e municípios, e não do sistema federativo.
  • Além disso, a universidade pública federal é responsável por 80% da produção científica do país, além dos serviços prestados através da extensão universitária.

Concurso de redação internacional oferece como prêmio viagem ao Japão e ¥100.000

Texto por André Cocco Conde

Foto: Divulgação

Já sonhou em viajar para o Japão? Esta pode ser sua oportunidade. O “International Essay Contest For Young People” trata-se de um concurso anual que possui como objetivo inspirar a criatividade e iniciativa na juventude ao redor do mundo. A vigésima edição da competição consiste na escrita de um texto cujo tema é “Criando uma Sociedade Cheia de Gentileza” e oferece como prêmio uma passagem à Terra do Sol e uma quantia de ¥100.000.

O texto deve abranger a concepção pessoal de “gentileza” do participante, assim como propor um modo de alcançar uma sociedade mais gentil. A participação é gratuita e pode ser realizada dentro de duas categorias: crianças (até 14 anos) e jovens (15 a 25 anos). Inúmeros textos podem ser enviados, cada qual com um máximo de 700 palavras. As redações, no entanto, podem ser escritas apenas em inglês, espanhol, francês, alemão ou japonês. Outros idiomas serão aceitos restritos à condição de que sejam entregues acompanhados de sua tradução em uma das língua anteriormente citadas.

Como já foi dito acima, a primeira colocação receberá ¥100.000 (cerca de R$ 3.650), um prêmio do Ministério da Educação Japonês e será convidada para a cerimônia de premiação do concurso, tendo todas as despesas de viagem pagas. Dois participantes receberão prêmios pela segunda colocação de ¥50.000 (cerca de R$1.825) e um “brinde” não revelado pela organização. Haverá também cinco colocados no terceiro lugar que receberão como recompensa outro “brinde” não especificado. Por fim, 25 participantes receberão menções honrosas e novamente o indeterminado “brinde”.

O projeto deve ser enviado até o dia 15/06/2019. A inscrição do concurso deve ser realizada neste link, onde informações adicionais sobre a competição podem ser encontradas. Nota-se que o evento é uma grande oportunidade para alunos interessados em treinar a escrita em língua estrangeira, mesmo que sem o intuito de alcançar o prêmio da primeira colocação.

A instituição organizadora, por fim, propõe a realização de dez atos de generosidade com o intuito de usar a experiência adquirida como inspiração à redação. Nós do Fala JP, então, aproveitamos esta deixa e propomos o desafio de realizar a mesma quantidade de atos generosos em nosso Colégio, tenha você o intuito de participar o concurso ou não. Afinal, sendo tema de redação ou não, os bons modos são sempre valorizados.

Reforma da previdência: De ideias para fatos

Texto por José Vitor Giusti

Fonte: Secretaria da Previdência

Reforma da previdência, para muitos obrigatória e para outras desnecessária, algumas pessoas acham que ela será a salvação para o nosso país economicamente, outras acham que irá prejudicar a classe trabalhadora.

Entre dúvidas e suposições, muitos que opinam sobre essa reforma nunca leram uma página sequer da PEC (Pacote de emenda constitucional) 6/2019, que está sendo analisada pelos deputados federais cada vez mais, fazendo que muita gente seja a favor ou contra ela só porque alguém próximo dela falou que ela era ótima ou terrível, sem nem ao menos explicar o motivo.

Com isso, essa matéria tem o intuito de auxiliar a decidir se você é a favor ou contra a reforma da previdência, mostrando os pontos mais importantes que essa reforma propõe.

Para que essa matéria pudesse ser produzida, foi necessário a leitura da PEC 6/2019 pelo autor deste texto. Ele foi produzido sem qualquer ideal político em questão, apenas foi feito para você entender de uma vez sobre o que é a Reforma da previdência.

Idade mínima igual para todos os setores

Na previdência atual, pela iniciativa privada, são necessários 60 anos de idade para mulheres e 65 para os homens poderem se aposentar e 15 anos trabalhando. Com a nova previdência, são necessários 62 anos de idade para mulheres e 65 para os homens poderem se aposentar e 20 anos trabalhando. E haverá mudança também para trabalhadores do setor público, onde são necessários 55 anos idade para mulheres e 60 para homens poderem se aposentar, com a reforma, passará a ser 62 anos de idade para as mulheres e 65 para os homens, que são os mesmos que valem para os trabalhadores do setor privado.

Fim da aposentadoria por tempo de contribuição

Na previdência atual, se as mulheres trabalharem 30 anos e os homens 35, mesmo sem completar o tempo necessário para a aposentadoria, poderiam se aposentar com valor proporcional. Com a nova previdência, só é possível se aposentar com a idade completa.

Aposentadoria igualitária

Atualmente, novos  parlamentares recebem aposentadorias altíssimas (mesmo muitas vezes não cumprindo todo o tempo de serviço). Com a nova previdência, todos terão o mesmo tipo de aposentadoria, e trabalhando o mesmo.

Aposentadoria do trabalhador rural

Com a nova reforma, os trabalhadores rurais passam a ter idade mínima de 60 anos para homens e mulheres e 20 anos de contribuição e um tempo mínimo de atividade rural, de 15 anos para poderem se aposentar.Na previdência atual, professores da iniciativa privada tem como tempo de contribuição mínimo 25 anos para mulheres e 30 para homens, sem idade mínima para se aposentar. Com a nova previdência, passam a ter idade mínima de 60 anos para aposentadoria e um tempo de contribuição de 30 anos.

Na previdência atual,  é exigida dos professores do serviço público uma idade de 50 anos para as mulheres e 55  para as homens. Com a nova reforma, são previstos 60 anos de idade mínima e 30 anos de contribuição para ambos, além de 10 anos de serviço público e pelo menos 5 anos no cargo.

Professores, policiais e agentes penitenciários

Na previdência atual, professores da iniciativa privada tem como tempo de contribuição mínimo 25 anos para mulheres e 30 para homens, sem idade mínima para se aposentar. Com a nova previdência, passam a ter idade mínima de 60 anos para aposentadoria e um tempo de contribuição de 30 anos.

Na previdência atual,  é exigida dos professores do serviço público uma idade de 50 anos para as mulheres e 55  para as homens. Com a nova reforma, são previstos 60 anos de idade mínima e 30 anos de contribuição para ambos, além de 10 anos de serviço público e pelo menos 5 anos no cargo.

Na nova previdência, homens e mulheres que são policiais civis e federais, além de agentes penitenciários, precisam ter a idade mínima de 55 anos para se aposentarem. A reforma também exige 30 anos de contribuição para os homens e 25 para as mulheres.

Pensão por morte

O benefício passa a ser de 60% do teto do INSS, com mais 10% por dependente adicional, até atingir o valor do teto, que hoje é de R$ 5.839,45.

Assistência social e abono salarial

É pago para aqueles com mais de 65 anos em situação de miserabilidade – com renda familiar per capita de um quarto de salário mínimo – e a deficientes.

Para os idosos, o benefício passa a ser “mal dividido”: para quem tem a partir de 60 anos, o pagamento será de R$ 400; para quem tem mais de 70, de um salário mínimo.

Benefício assistencial

Na reforma, há uma diminuição do valor do benefício assistencial que é pago a idosos de baixa renda.

Aposentadoria de empregados rurais

Empregados rurais, que enfrentam condições severas de trabalho durante toda a vida, perdem os critérios diferenciados de cálculo da aposentadoria.

Dupla Jornada das mulheres

Mulheres que possuem dupla jornada de trabalho e hoje se aposentam com 30 anos de serviço, só terão direito à aposentadoria integral após 49 anos de serviço.

Falta dos Militares

Tendo a aposentadoria mais “cara” do nosso país, os militares não são colocados junto dos outros “grupos” na reforma da previdência, obrigando aos deputados que seja feita uma nova reforma em paralelo em que os militares recebam o mesmo salário que as de outras pessoas.

Opção de capitalização para os novos segurados

Com a nova previdência, o sistema de contas individuais será alternativo ao sistema de repartição para aqueles que entrarem no mercado de trabalho após aprovação do pacote.

A capitalização seguirá regime de contribuição definida, no qual o trabalhador receberá na aposentadoria o que poupar em idade ativa, com garantia de salário mínimo para aqueles que não conseguirem economizar o suficiente.

Porém, capitalização representaria os interesses financeiros dos bancos e gerou impactos negativos em alguns países em que foi implementada.

Gatilho: aumento constante da idade mínima

Com a nova reforma, partir de janeiro de 2024, haverá um ajuste da idade mínima para todas as categorias a cada 4 anos. Esse aumento ocorrerá de acordo com a expectativa de sobrevida dos brasileiros a partir dos 65 anos.

As idades vão subir 75% do tempo de aumento da expectativa de sobrevida dos brasileiros.

Novas Alíquotas de contribuição

Na atual previdência, os contribuintes do INSS pagam algo entre 8% e 11% de todo o salário, dependendo do nível de rendimento. Com a nova previdência, pode variar de 7% à 11,68% (variação de acordo com a renda).

Regras de transição

Com a nova reforma, aqueles que já estão na ativa terão que cumprir “pedágio” para se aposentar de acordo com as novas regras.

Opção de escolha de previdência

Na nova reforma, é possível escolher entre a previdência privada e a pública, onde mesmo se você escolher o privado, você não teria que pagar pelo público.