Não cai a mão ajudar o mundo

Texto por Carolina Sousa e Melissa Alfinito

Arte: Arcadio

Nós sabemos que falar sobre preservação do meio ambiente, para algumas pessoas, se tornou um tema banal, mas é necessário lembrar da importância de refletirmos sobre nossas ações e como elas podem impactar no ambiente ao nosso redor. 

É sério, o mundo é gigante, grandão mesmo, mas nós, seres humanos, já fizemos um impacto (e um estrago) proporcionalmente enorme e a gente precisa fazer alguma coisa para, pelo menos, evitar danos maiores.

Não estou dizendo que você deve fazer uma mala agora e viajar até a instituição do Greenpeace para salvar o planeta do dia pra noite, mas, de verdade, precisamos parar para pensar nas nossas atitudes em relação à sustentabilidade. Mesmo que alguns erros sejam pequenos, a frequência com a qual eles são cometidos é preocupante e o modo como esse comportamento se torna automático é algo que todos nós devemos prestar atenção para colocar a mudança em prática.

Siga as dicas a seguir e note como, de pouco em pouco, você se sentirá mais responsável e como pequenas ações podem simplesmente inspirar quem está ao seu redor a também contribuir positivamente, o que amplia ainda mais a mudança sustentável.

Arte: Sidão

1. #segundasemcarne

Arte: Maíra Colares

Você sabia que uma dieta que conta com carne, especialmente vermelha, afeta diretamente o meio ambiente e não apenas os animais mortos? Em um hambúrguer feito à base de carne de vaca há o equivalente à quantidade de água gasta em seis meses de descargas ou três meses de banho. Pensando nisso, a sociedade tende a se converter ao veganismo ou vegetarianismo porém, isso não é sempre tão fácil ou adequado para algumas pessoas. Então, uma trend mundial chamada Segunda sem Carne (No Meat Monday) promove a ideia de aplicar o veganismo ou vegetarianismo pelo menos 1 vez na semana. Com essa simples atitude, por segunda você deixará de consumir 1100 galões de água, emitir 9 Kg de gás carbônico e poupará a vida de um animal. 

2.  Evite comprar roupas novas

Foto: Hypeness

Para a produção de uma camiseta de algodão utilizam-se 2700 litros de água, uma calça jeans, 1900 litros e um par de sapatos, 8000 litros. Agora, pense bem, vale mesmo a pena causar tanto estrago para ter um look novo para cada festa?! Além disso, existem outras maneiras de arranjar uma roupa extra e arrasar para onde for minimizando os danos ambientais, como por exemplo, emprestar roupas de amigas, primas e irmãs para dar uma incrementada no look ou comprar roupas de segunda mão (e não estou falando da imagem de bazar de igreja com roupas antigas). Ultimamente você encontra mais e mais lugares com estilos que agradam a todas e em ótimas condições. Você pode achar essas lojas online, no instagram ou até grupos de trocas e vendas no facebook (alguns específicos para determinado gênero). Outro ponto super positivo em comprar roupas dessa forma é que sempre são mais baratas que as peças diretamente das lojas, assim, você ajuda o seu bolso, o meio ambiente e deixa de ocupar o seu armário com peças que foram usadas apenas uma vez e já perderem a “utilidade” para você. Além disso, você também pode fazer parte desse ciclo e se desapegar de peças em bom estado que não te agradam/servem mais e perpetuar uma ação tão interessante, além de ganhar um dinheirinho extra 😉 

3. Evite acender a luz desnecessariamente

Deixa eu contar uma coisa muito louca pra vocês? No nosso sistema solar existe um negócio muito grande que ilumina a Terra em períodos e intensidades diferentes, que faz com que, em algumas horas do dia, a nossa casa ou outros lugares fiquem bastante claros, tornando a luz elétrica totalmente inútil. Esse negócio se chama Sol. Tá, mas sério, tem momentos do dia que não precisa mesmo acender a luz pra coisas do tipo ir no banheiro ou entrar no quarto para pegar alguma coisa. Gastar muita energia elétrica impacta não só na conta do fim do mês, mas também intensamente no meio ambiente, como é o caso das hidrelétricas que alagam vegetações, o que faz com que elas se decomponham e liberem metano, um gás tóxico do efeito estufa. Além delas, as termelétricas também destroem a harmonia saudável do meio ambiente, porque queimam combustíveis fósseis para a produção de energia e liberam o que todo mundo já conhece e odeia: dióxido de carbono (CO2). E a indústria de energia que o Brasil mais possui é justamente a termelétrica, engraçado né? Por isso, é bom a gente começar a pensar não só no que os outros têm que fazer para melhorar o planeta, mas também no que cada um, individualmente, pode fazer para evitar que ele fique pior. São ações impensadas que resultam em efeitos que, para nós, parecem insignificantes, pois não nos prejudicam diretamente, mas vale considerar que, futuramente, o impacto pode sim ser direto, portanto, é fundamental preservar agora.

4. Não compre celular novo sem necessidade

Foto: ambientelegal.com.br

Os eletrônicos são um dos tipos de produtos que mais demandam recursos para a produção, um exemplo é o celular que gasta 12760 litros de água, 18 metros quadrados de solo e produz 75000 litros de água ácida e tóxica. Números absurdos, não?!? Infelizmente, não estão nem perto de diminuir, principalmente por novos lançamentos de telefones e a filosofia consumista que está intrinsecamente instaurado na sociedade capitalista. Com a relação de bens e poder, o homem sempre procura ter do melhor e mais novo a fim de mostrar-se superior, porém isso custa muito caro, ecologicamente falando, para o mundo, ou seja, para você mesmo. Na primeira semana de setembro, os novos modelo de Iphone (11, 11 pro e 11 pro max) foram divulgadas à população e, com isso, todos foram a loucura e o desejo de possuí-los tomou conta de diversos indivíduos que possuem celulares complemente funcionais e em perfeito estado. Isso nos faz não só questionar a sociedade em si, mas como fomos vítimas de uma privação de informação (os danos) e influenciados pela mídia tentando nos vender cada vez mais telefones novos com ilusões de melhorias dispensáveis. 

5. Elimine o plástico da sua vida

Foto: Divulgação El Comercio

Segundo uma pesquisa feita pelo jornal científico “PLOS ONE”, cerca de 8,3 BILHÕES de toneladas de plástico já foram produzidas no mundo, sendo que 5 BILHÕES dessas toneladas já são lixos contaminando a natureza. O planeta Terra tem mais plástico do que pessoas e a cada hora que passa o ser humano produz, usa e descarta mais do que é realmente necessário! Mais uma vez, essas ações prejudiciais são aquelas que já entraram em uma rotina imperceptível e, se aprofundarmos uma reflexão sobre essa frequência, percebemos que dá, sim, pra mudar e que a quantidade de plástico presente no nosso dia-a-dia é absurdamente desnecessária. O importante é tentar e você pode começar abolindo o copinho plástico da sua vida, evitando comprar produtos que venham embalados em caixinhas plásticas, substituir as sacolinhas de supermercado por aquelas bolsas bem maiores que podem ser utilizadas em todas as compras, trocar sua escova de dentes por uma ecológica feita de madeira (é bem mais bonita e ainda ajuda o planeta), entre mil outras alternativas sustentáveis que você não pode deixar pra amanhã para pôr em ação. 

Então, por qual(is) passo(s) você vai começar?! Você só depende da sua própria pessoa para melhorar! “Seja a mudança que deseja ver no mundo” – Mahatma Gandhi 

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Podemos ir “de volta para o futuro ou para o passado”?

Texto por Pedro Frezza

Foto: Divulgação

Corrigir atitudes erradas depois que aconteceram ou saber o desfecho de algo antes mesmo de acontecer sempre foram grandes vontade intangíveis dos seres humanos. Desejos que sempre ficaram presos à ficção científica. Contudo, tudo imaginado por nós pode ser adaptado e introduzido na realidade a partir de especulações físicas. Desde o século XIX, diversos cientistas procuram meios e evidências que comprovem a existência da viagem no tempo, buscando tais provas dentro do espectro quântico dos estudos. Diante desta linha de pensamento, imaginarmos um presente em que possamos voltar ao passado e ir para o futuro não é algo tão louco assim e os físicos explicam o porquê. 

Toda essa história começou a séculos atrás em obras literárias, mas tomou uma maior força no século XX, principalmente por conta do cinema, ganhando grande representatividade em alguns filmes, como em “De Volta Para o Futuro”, “Planeta dos Macacos” e “O Exterminador do Futuro”. Apesar de aparentarem serem cientificamente bem embasadas, estas obras literárias e cinematográficas se distanciam da versão física da viagem no tempo. A partir da descoberta de Albert Einstein sobre ao funcionamento do Cosmos com a sua teoria da relatividade geral, os vestígios científicos do que poderiam se tornar as viagens no tempo passaram a ser notados. Brevemente, conceitos como a da dilatação do tempo, da distorção do espaço, gravidade e a existência de buracos negros, tornam possível o questionamento sobre um deslocamento espaço-temporal, mesmo que este vá contra muitas leis da física.

Foto: Divulgação

No momento, há uma teoria que fascina muitos físicos, que é o “Buraco de Minhoca”. Esta hipótese afirma que existem tubos invisíveis ao plano físico que interligam regiões do nosso universo inteiro, sendo uma “ponte” entre duas regiões, atuando como um atalho. Desta maneira, essas “pontes” atuariam para nos locomovermos de um lugar para outro, mas não resolveriam nossas necessidades de corrigir o passado ou conhecer o futuro. Mas agora é necessário um pouco de imaginação, esses misteriosos buracos de minhocas já quebram diversas leis naturais da física e geram grandes mutações no tecido do espaço-tempo. Então, por quê não utilizá-los para ir ao passado ou futuro já que estas “pontes” apresentam um comportamento parecido com o da viagem na tempo? Seria isso possível? 

Esta história de buraco de minhoca pode até aparecer bem simples e você pode até estar se perguntando o porquê de nunca termos utilizado. A resposta é simples, não sabemos como encontrá-los, achá-los, ou até mesmo abri-los, ou seja, isto tudo é apenas uma teoria que grandes mentes acreditam ser real, mas no nosso nível de desenvolvimento tecnológico atual não há forma de comprová-la. No entanto, tudo fica ainda mais complicado, pois mesmo que achássemos uma forma milagrosa de abrir um buraco de minhoca, isso seria provavelmente e absurdamente letal para qualquer forma de vida, pois este, em teoria, seria basicamente composto por energia escura, que não sabemos nada sobre, sendo completamente instável. 

Nas últimas décadas, algumas ideias inovadoras reduziram os obstáculos físicos que nos impedem de “viajar” por buracos de minhoca. Entre elas, podemos citar o uso da antimatéria (matéria com características quânticas opostas), que estabiliza estas “pontes espaciais”, tornando-as menos letais para os seres humanos. Mas o obstáculo dessa ideia é que a produção de antimatéria é extremamente restrita, difícil e ela dura pouco tempo antes de desaparecer. Ainda existe outro conceito que pode nos ajudar, alguns físicos estudam a possibilidade de interligar a singularidade (centro da cavidade) de dois buracos negros, utilizando as chamadas cordas cósmicas (demonstradas abaixo), que são “fios” de energia extremamente carregados eletricamente, para manter a ligação entre os buracos negros estável, porém, não sabemos como achar estas cordas cósmicas e nem como chegar nas singularidades. 

Cordas cósmicas (Foto: Divulgação)

Toda conclusão e conquista científica passou por uma longa e extensa jornada de experimentos, que após muito tempo e muitas pesquisas, tornou-se real e é aplicada na sociedade atual. Atualmente, já tornamos o teletransporte real (sim, isso é verdade, mas é assunto para uma outra matéria), sendo assim, voltar para o passado ou ir ao futuro não é tão impossível como imaginamos. Os estudos a respeito da viagem no tempo ainda são muito prematuros e, pode ser que algum dia possamos evitar todas vergonhas alheias que passamos ao avisarmos o nosso eu do passado. Mas respondendo o título do texto, não sabemos ainda, mas existem grandes indícios que seremos capazes, em um futuro não tão distante, de trazer esta parte da ficção científica para a realidade. 

Como a química pode te ajudar no amor

Texto por Carolina Sousa

Gif: Divulgação Netflix

Com certeza, nas vésperas de “azinhos”, provas trimestrais e mensais você já proferiu seu desgosto pela química ou ainda disse que a matéria nunca seria útil na sua vida. Se esse for o seu caso, ou o título despertou seu interesse (quem não gosta de um @ para ajudar a estudar química,né…), essa é a matéria que você não sabia que precisava!

Primeiramente, uma breve contextualização do que é o amor para a química. A ocitocina, conhecida como o hormônio do amor é produzido no hipotálamo e faz com que uma informação seja transmitida pelo corpo. Recebidas em várias partes do cérebro e medula espinhal por meio de terminações nervosas, essas mensagens são responsáveis pelas borboletas na barriga e todos os sintomas do amor, desde falta de apetite até o interesse físico. O hormônio que leva o nome sistemático de cisteina-tirosina-isoleucina-glutamina-asparagina-cisteina-prolina-leucina-glicina-amina foi atribuída ao amor pela sua relação com o parto, segundo diversas pesquisas científicas e diversos médicos, como Sérgio Podgaec, e seus benefícios para a mãe. 

Foto: Wikipedia

Agora, já embasado (com informações show para sua redação ENEM também), quais seriam os passos a seguir?

1. Saia da mesmice

Encontros em cinemas e shoppings já são manjados. Sugira uma proposta irrecusável, use sua imaginação. Além de vocês compartilharem um ótimo momento juntos cheios de recordações, se for algo novo para elx, as possibilidades de você receber um não são muito baixas.

Ex.: Atividades na praia como canoagem, ir a um restaurante/doceria que acabou de abrir, entre outros.

2. Aqueça seu coraçãozinho 

Você sabia que, aumentando a temperatura corporal, o ser humano tende a se mostrar mais carinhoso e mais afetivo? Por que não aproveitar o inverno e marcar um date para tomar aquele chocolate quente maravilhoso?!

3. Ofereça uma dose de ocitocina 

Abraços, simples carinhos e até presentear seu crush pode fazer com que haja a liberação desse hormônio, tornando o momento muito mais agradável e facilitando a relação de vocês.

4. Crie intimidade 

Cada relação é única e é importante, desde o princípio, a fazer com que o outro sinta-se confortável e especial! Para isso, conte sobre coisas pessoais (histórias e gafes), tenham piadas internas e faça-@ rir, mas não foque só em você, hein… Demonstre interesse em conhecer mais a pessoa!

5. Pequenos gestos = Grandes Resultados 

Desde de que venha do coração e com boas intenções, se for a pessoa certa, é possível transformar as coisas mais simples em gestos românticos. Mas, tenha cuidado para não cair na rotina, demonstrar amor sempre é bom até para relacionamentos mais antigos!

6. Espaço Pessoal

É compreensível que esta última etapa seja complicada, porém, lembre-se que as pessoas existem em suas singularidades. É importante lembrar que cada um possui sua vida e espaço pessoal é algo fundamental, especialmente no começo!! 

Agora, há vários modos para descobrir se as dicas funcionaram e o @ quer investir em você

  1. para uma abordagem mais ousada e direta, basta perguntar, economizando o valioso tempo do estudante do Jean Piaget
  2. Note sua pupila, quando o ser humano está apaixonada sua pupila tende a dilatar e ficar bem maior que o normal.
  3. A pessoa parece achar o que você diz mais engraçado do que realmente é. Um truque é contar algo engraçado e ver se a reação é exagerada ou não.
  4. Elx começa a se sentir mais confortável a seu redor e mais interessado em sua vida pessoal, fazendo perguntas sobre você com frequência.

Mas gente, vale lembrar que antes de qualquer coisa é essencial haver o consentimento e caso você receba um não, não é não, ok?! E, não se esqueça de me contar caso esse artigo tenha te ajudado e deu certo para você e a cremosa ou o seu xuxu 🙂

E para terminar, uma representação visual de como sua vida será após colocar as dicas desse texto em prática: 

A humanidade vai para Marte?

Texto por Pedro Frezza

Possível estrutura de colonização em Marte (Foto: Divulgação)

Dentre todas as empresas que realizam exploração espacial, a SpaceX é considerada uma das mais promissoras no ramo. Um dos fundadores da empresa, o engenheiro e empresário, Elon Musk, é uma mente brilhante que traz para realidade a possibilidade de levar seres humanos para Marte através de super foguetes. Os empecilhos e as dificuldades para levar seres vivos para outro planetas são incontáveis, pois apesar de parecer lindo e luminoso, o espaço (fora de ambientes planetários) é um ambiente que, além de inibir a formação de qualquer forma de vida, também é letal para qualquer um dentro de seus domínios. Por isso, muitos querem saber como Elon Musk fará para levar humanos para um lugar a milhares de quilômetros de distância, em uma viagem que dura meses, dentro de um “cilindro de metal”. 

Bom, primeiramente precisamos entender a trajetória da SpaceX em seu programa espacial. Mesmo aparentando ser perfeita, muitos erros foram cometidos e MUITO dinheiro foi perdido por conta de testes mal-sucedidos de sistemas de propulsão e aerodinâmica, levando a algumas explosões de aeronaves. Em um documentário, Elon Musk demonstra sua coragem e determinação ao investir grande parte de suas economias no desenvolvimento de novas tecnologias espaciais para empresa SpaceX. Em um momento, ele afirmou que possuía capital suficiente para financiar a construção de três protótipos de aeronaves, falhando miseravelmente em todas. Mesmo na falta de recursos financeiros, a empresa não desistiu, procurando investimentos exteriores para ganhar novas chances de produzir uma nave funcional. Após este contratempo que a SpaceX sofreu, logo encontraram investimentos suficientes para voltar a produção, chegando no modelo Falcon 9 SES-10, que contou com uma tecnologia pioneira no ramo de reutilização de foguetes, que foi muito bem sucedido.

A cada dia nos aproximamos mais do inimaginável. No passado, especularam que estaríamos voando em carros voadores, mas ninguém imaginou que estaríamos tão perto de chegar em outro planeta. Atualmente, Elon Musk, junto com sua equipe, trabalha diariamente na construção de novos modelos, entre eles estão o Falcon Heavy e Starhopper. Todos possuem tecnologia inovadora de lançamento e aterrissagem, projetados para realizar o trajeto Terra-Marte, cada vez mais rápido, demorando cerca de um ano para chegar até o planeta. 

Não sei se você percebeu, mas até agora só falamos sobre como ir até Marte, mas ainda não falamos como faríamos para nos manter lá, será que a SpaceX também tem planos para isso? Bom, a curto prazo, a empresa já estabeleceu e está desenvolvendo algumas tecnologias para assegurar o bem estar e segurança dos astronautas, entre os aparatos envolvidos pode se apontar projetos de rovers (“carros”) marcianos, módulos pressurizados e sistemicamente isolados do ambiente exterior do planeta. Contudo, há um problema, o planeta marciano possui uma atmosfera muito rarefeita, ou seja, a radiação solar chega à superfície do planeta com facilidade, sendo muito nocivo para seres humanos, sendo um grande obstáculo a ser superado. Atualmente, não temos nenhuma solução certas para este problema, entretanto, Elon Musk passa no momento por um “Brainstorming” de ideias, o que o levou a estipular algumas soluções um tanto quanto “loucas”. Uma delas envolve ao envio de balões para a atmosfera marciana que juntos tenham transmissores capazes de criar um campo eletromagnético que se assemelham à atmosfera da Terra, protegendo seres vivos da intensa radiação solar. Outra solução proposta por ele ficou conhecida como “Nuke Mars”, consistindo na explosão de bombas de fusão nucleares (não emitem radiação) na órbita de Marte para criar “sóis artificiais”, com isso, as calotas polares do planeta iriam derreter e criar condições favoráveis para a formação de uma atmosfera, resolvendo o problema da radiação solar.

Portanto, é muito provável que a chegada do homem no planeta marciano é apenas uma questão de tempo, ocorrendo dentro da próxima década, em 2024. Com o intuito de tornar sonhos em realidade, existem muitos físicos e engenheiros trabalhando arduamente para atingir o que é visto como intangível e nos levar para cada vez mais distante. Desta maneira, respondendo ao título do texto, SIM, nós iremos para Marte.

Será que estamos sozinhos na imensidão do cosmo?

Texto por Pedro Frezza

Foto: Shutterstock

Em uma simples conversa casual entre amigos, o físico Enrico Fermi discursava sobre vida inteligente extraterrestre. Expondo aos seus amigos o seu entendimento sobre o tema, ele faz a seguinte pergunta: “então, onde eles estão?”. Claramente ele está se referindo aos alienígenas, uma pergunta que ninguém sabia responder, mas muitos estavam dispostos a descobrir a resposta. A partir desta história criou-se uma grande teoria que procurava explicar o porquê de nunca termos encontrado vida extraterrestre dando origem ao Paradoxo de Fermi. 

Primeiramente, para introduzi-lo às especulações científicas atuais, nós faremos algumas suposições com números. Atualmente, através de estudos astronômicos, estima-se que em nosso universo existam mais de 1 sextilhão de estrelas. Contudo, apenas alguns tipos destas possibilitam que haja o surgimento de vida, que são aquelas que se assemelham às características do Sol. Por isso, estima-se que existam ao menos 1 quintilhão de corpos que são  proporcionais ao Sol. Se assumirmos que pelo menos 1% das estrelas possuam um sistema solar que apresenta um planeta com condições similares às da Terra, ainda teremos 10 quadrilhões de corpos celestes. 

Todavia, não sabemos quantos desses astros levarão seus fenômenos geológicos/químicos a gerarem vida inteligente. Desta maneira, faremos outra suposição, vamos assumir que pelo menos 1% desses planetas tiveram a oportunidade de gerar vida terrestre suficientemente avançada, ainda teremos 100 trilhões de planetas que supostamente produziram vida alienígena. Evidentemente, ainda podemos afunilar mais ainda esse grupo, vamos supor que, de todos estes planetas, apenas 0,0000001% deles se situam na nossa galáxia e desenvolveram uma civilização a um nível próximo ao nosso, ainda teremos 100 mil corpos celestes que abrigariam vida inteligente, mas, mesmo assim,  até hoje nunca tivemos nenhum sinal deles. Por isso, muitos se perguntam: “onde eles estão?”.

Partindo desta linha de pensamento, intelectuais utilizam uma hipotética escala que indica o índice de desenvolvimento de uma espécie, conhecido como a Escala de Kardashev. Esta cria três subdivisões: sociedades tipo 1, que são aquelas que são capazes de armazenar e utilizar toda a energia proveniente de seu planeta; sociedades tipo 2, que são aquelas que conseguem armazenar e utilizar toda a energia de sua estrela; e as sociedades tipo 3, que são aquelas que tem a capacidade de armazenar e utilizar toda a energia de sua galáxia. 

Para sua surpresa nós, seres humanos, não somos nem tipo 1 ainda, o que significa que apresentamos um nível de desenvolvimento medíocre quando somos comparados com o que podemos encontrar no espaço. Obviamente, existem planetas que são bem mais antigos que a terra, por isso podem apresentar comunidades alienígenas que estão se desenvolvendo a muito mais tempo que nós. Se formos minimalistas e assumirmos que apenas 0,1% daqueles 100 mil sociedades chegaram ao tipo 2 ou 3, ainda teremos pelo menos 100 povos extraterrestres que vivem perto de nós e que, apesar de suas enormes conquistas tecnológicas, ainda não nos notaram (ou não nos deram sinais de suas existências), mesmo que nós estejamos enviando sinais constantemente. 

Neste momento, vamos te introduzir ao Paradoxo de Fermi, que não possui uma solução exata, mas demonstra algumas hipóteses do que possa estar acontecendo. Diante desta teoria, existem duas linhas de pensamento que se adequam à realidade: 

1- Não existem civilizações tipo 2 e 3 e, por isso, eles não recebem nossos sinais e também não conseguem enviá-los

2- Estas civilização tipo 2 e 3 existem, mas preferem não estabelecer contato

Devido à idade do universo é fato que diversas comunidades já tiveram tempo suficiente para se desenvolver aos tipos 2 e 3, porém, se hoje nenhuma delas existem, isso significa que em algum momento de sua história elas se depararam com um evento de extinção, que atingiria toda sociedade inteligente que alcançasse um certo nível de desenvolvimento, explicando assim, seu desaparecimento. Isto nos leva a supor que este repetitivo evento de destruição total das espécies funciona como um “grande filtro”, o qual leva à extinção de quase todas ou todas as espécies que chegassem a ele. A partir dessa lógica, podemos crer que, ou já passamos por esse filtro e estamos salvos, ou nossa hora está chegando. 

Contudo, pode ser que esse “grande filtro” seja uma grande farsa e, na verdade, já existem civilizações tipo 2 e 3, mas elas não querem fazer contato conosco, mas por quê? A primeira possibilidade envolve história do surgimento do homem, já que os Homo Sapiens existem há mais de 200 mil anos, mas passamos a registrar nossa história há apenas 5 mil anos, com isso, pode ser que nós já tenhamos recebido sinais extraterrestres, porém não tínhamos a capacidade de recebê-la e entendê-la na época. A segunda possibilidade envolve a teoria de que comunidades inteligentes alienígenas estejam se comunicando por meio de uma tecnologia que ainda não conhecemos e, por isso, não percebemos suas mensagens. 

Entretanto, também existe a possibilidade que nós sejamos apenas animais esperando para sermos abatidos por uma civilização superior para que esta se sirva de nossos recursos e conhecimentos. O que você acha? Pensa que somos apenas algum incrível acidente biológico dentro do universo e por enquanto estamos sozinhos? Ou você acha que estamos sendo vigiados por alguém na imensidão do cosmos? Boas reflexões.

Conheça a história do gato que mudou a física quântica

Texto por Pedro Frezza

Arte: Autor desconhecido

Não, você não entendeu errado.  Há 84 anos, o físico teórico Erwin Schrödinger, em 1935, publicou sua teoria sobre um misterioso gato que estava vivo e morto ao mesmo tempo. Neste momento você deve estar pensando que esta história não passa de papo furado, mas tenha calma. Vamos te mostrar quem é esse cara e a incrível magnitude e profundidade de seus pensamentos ao redor da física quântica. (Ps: Exercitaremos bastante a sua imaginação.)

Ganhador do Prêmio Nobel em 1933, Erwin Schrödinger dedicou sua vida a estudar os mistérios da mecânica quântica, chegando até a criar uma equação com seu próprio nome! Devido a grande complexidade de suas teorias, ele elaborou um experimento/paradoxo mental, conhecido como o Gato de Schrödinger, para explicar toda essa confusão física para nós leigos.

Bom, antes da história do gato vivo-morto, é preciso apresentar um conceito para facilitar seu entendimento sobre este paradoxo. Falaremos agora sobre a teoria da Superposição dos átomos, que é um tanto quanto confuso, mas fará seus minutos valerem a pena. Esta pode ser entendida como o estado da incerteza ou não-conhecimento sobre as condições de que um corpo está sujeito. 

Imagine um pirulito com uma embalagem surpresa e seus vendedores indicam que este pode ter sabor de framboesa ou tutti-fruty, desta maneira, você não sabe qual será o gosto do pirulito antes de colocá-lo na boca. Schrödinger entenderia que o pirulito não possuiria apenas duas classificações (framboesa ou tutti-fruty), mas também uma terceira, que seria representado pelo momento anterior ao ato de introduzi-lo na boca, onde nos encontramos em um estado de incerteza sobre qual será o gosto do pirulito.

Agora, transfira essa situação para um átomo que pode se apresentar de duas formas, contendo a energia B ou contendo a energia A, formando assim, um sistema de dois estados. Neste caso também podemos identificar uma terceira condição, que é chamada de Superposição, momento anterior à análise do átomo, onde não é possível ter certeza sobre qual é a sua energia. Desta maneira, é extinguido o estado de superposição ao quantificar e classificar o átomo em questão (instante após colocarmos o pirulito na boca onde descobriremos seu sabor saindo do estado de não conhecimento em relação ao seu gosto). 

Foto: Revista Galileu

Não é possível quantificar ou classificar um átomo em superposição, pois esta é a condição da incerteza, onde não conhecemos sua composição específica. Ao sanar a dúvida por analisá-lo (descobrindo sua energia), excluímos a incerteza (superposição) e este assumirá, automaticamente, o valor da energia A ou da energia B, anteriormente citados. Ou seja, o átomo decidirá seu valor no momento em que paramos para observá-lo. Isto nos leva à interessante conclusão de que não é possível medir o valor de um átomo em estado de Superposição. 

Contudo, também nos leva a crer outra coisa, imagine agora que este átomo é a nossa vida, a partir deste referencial pode-se inferir que todos fatores tangíveis e visíveis a nossa realidade são gerados momentaneamente, em outras palavras, apenas quando algo é notado sua existência se concretiza, mas, antes de ser observado, o objeto em questão poderia até mesmo não existir, pois não o conhecíamos até então. Totalmente contra intuitivo, não é mesmo?

Entendendo este conceito é possível introduzir o verdadeiro assunto desta matéria. Neste momento crie um cenário em sua cabeça. Idealize uma caixa com um gato dentro, estando este totalmente isolado do exterior. Agora insira dentro desta caixa uma substância radioativa e um medidor de radiação (Contador Geiger). Pronto, os materiais já foram colocados, agora vamos entender como o experimento funciona. 

Caso a substância radioativa ali dentro enfraqueça (decair em termos físicos), o medidor de radiação identifica esta alteração e ativa um mecanismo que matará o gato, mas caso isso não aconteça, o animalzinho continuará vivo. Contudo, lembra daquele composto mortal que você colocou dentro da caixa? Então, ela está em estado de superposição, em outras palavras, ela pode enfraquecer (decair) ou não, por consequência, o gato inteiro entra em um estado de vida ou morte, pois não se sabe se ele morrerá ou não. 

Portanto, o gato não está vivo nem morto, ele apenas se encontra em estado de superposição, já que a sobrevivência dele depende de outro corpo (substância radioativa). Em adição, pela lógica que propusemos no parágrafo anterior, se por acaso decidirmos olhar dentro da caixa para dar uma checada no gatinho, ele sairá de seu estado de superposição e você poderá observar se ele bateu as botas ou se permanece firme e forte. E aí, para você, o gato está vivo ou morto? Boa sorte ao quebrar a cabeça para tentar desvendar este paradoxo!

FOTO: ZANSKY, REBECA CATARINA E GUILHERME HENRIQUE
FOTO: ZANSKY, REBECA CATARINA E GUILHERME HENRIQUE
FOTO: ZANSKY, REBECA CATARINA E GUILHERME HENRIQUE
FOTO: ZANSKY, REBECA CATARINA E GUILHERME HENRIQUE

Por quê o reservatório de Los Angeles virou uma piscina de bolinhas?

Texto por Noah Mendes

Foto: EPA

O Reservatório de Los Angeles, na Califórnia, tem usado 96 milhões de ‘Shade Balls’ (ou bolas de sombra em tradução livre) como uma solução para o problema da água que está chegando cancerígena nas torneiras. A medida também está ajudando a combater a evaporação e excesso de cloro.

A água estava chegando contaminada durante o processo de filtração, pois o brometo (não-cancerígeno) vindo da água salgada reagia como o ozônio (não-cancerígeno) e produzia bromato (cancerígeno). Essa reação tinha como produto apenas três microgramas por litro de bromato, o que estava dentro das regulações permitidas de até 10 microgramas por litro. Porém, quando testaram essa mesma água no momento em que chegava às torneiras, foi encontrado dez vezes mais bromato. Com isso, foi possível perceber que entre a filtração e a torneira havia o reservatório aberto onde ocorria uma outra reação química. Quando a água chegava no reservatório aberto, o brometo e o cloro (usado para a purificação da água) em contato direto com os raios UV produziam ainda mais bromato do que quando se tinha o ozônio.

Gif: Reprodução/BBC

Com isso veio a ideia de usar as “Shade Balls”. Elas são bolas que se assemelham às de uma piscina de bolinhas, porém são pretas e  feitas de polietileno revestido com um material que bloqueia a passagem dos raios ultravioletas. Elas também são enchidas parcialmente com água para evitar que voem facilmente e parem nas estradas que passam perto do reservatório. 

As Shade Balls são pretas pois o pigmento preto é seguro para ficar em contato com água potável, dura mais de 10 anos e a melhor cor para bloquear os raios UV. Com isso, elas evitam a formação do bromato, a proliferação de algas (dispensando o uso abundante de Cloro) e a evaporação em excesso (como são enchidas predominantemente com ar elas conseguem manter a água menos quente).