Entrevista com Orlando Couto Jr.

Texto por Bernardo Louzada, Duda Lobosque e Rafael Amin

Nome: Orlando Couto

Data de Nascimento: 05/07/1967

Signo: Câncer ♋

Função: Professor

FJP.: O que você fazia antes de vir ao Jean Piaget?

O.: Eu lecionei por 22 anos na Universidade Santa Cecília.

FJP.: O que te fez vir para o Jean Piaget, após tantos anos na faculdade?

O.: Uma nova filosofia de trabalho, uma nova oportunidade de trabalho também, indo de encontro às minhas convicções educacionais e ambientais.

FJP.: Em todo seu tempo de trabalho, você já se encontrou em uma situação em que pensou em desistir de sua profissão?

O.: Não, de forma alguma. Desafios existem em todos os lugares e, desde que você esteja na sua profissão, o desafio encontrado na escola A será similar ao da escola B ou C, e o que pode variar é a infraestrutura que será oferecida para superá-lo. Mas os desafios estão por aí para isso, para serem superados.

FJP.: Quando você pensou no seu curso, biologia marinha, lecionar era sua primeira opção?

O.: Não, eu pensava em estudar o ambiente trabalhando com pesquisas de campo. Mas após as disciplinas obrigatórias de estágio, fiquei seduzido pela educação.

FJP.: Cite agora um evento que marcou sua vida, meio maluco, bem a sua cara.

O.: Uma vez eu peguei um equipamento de mergulho com máscaras, nadadeiras e cilindro para fazer uma demonstração na aula. Mas então eu abri o cilindro de ar, fazendo com que aquele ar comprimido escapasse e fizesse um barulho enorme, como se fosse um vazamento. Foi bem diferente.

FJP.: Por que você parece ter um interesse muito, muito grande por tubarões?

O.: Desde quando eu tinha a idade de vocês, eu comecei a assistir muitos filmes que envolviam tubarões e depois comecei a ler. Comecei a ler muito, e descobrir novas coisas como, por exemplo, são bichos milenares, os primeiros cordados mandibulados em uma escala evolutiva. Eles também não podem morrer de doenças ou velhice, sendo que o seu sistema imunológico é um dos melhores entre os seres vivos. Já tive a oportunidade de tocar em um tubarão lixa, que fica no fundo do mar. Agora o tubarão-galha, eu o vi de longe e no mesmo momento eu saí da água no maior pique de medo.

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Entrevista com Raul Santos

Texto por Bernardo Louzada, Duda Lobosque e Rafael Amin

Raul Santos (Foto: Fala JP)

Nome completo: Raul Santos

Data de Nascimento: 19/08/1983

Signo: Leão ♌

Nasceu em: São Vicente, SP

Função: Porteiro

FJP.: O que você fazia antes de vir ao Jean Piaget? Quais são suas experiências de trabalho?

R.: Estava desempregado, mas já trabalhei vendendo guaraná, fui feirante e vendedor de coco. Aí depois eu me especializei na área de segurança.

FJP.: Você teria uma história engraçada para contar?

R.: Uma vez peguei o ônibus errado! Acabei parando em um lugar muito desconhecido e encontrei um senhor. Esse senhor estava perdido também (risos). Ele tinha vindo de São Paulo e não conhecia Santos. Nadinha. Eu me aproximei e perguntei como poderia ajudá-lo, mesmo estando perdido também. Ele não conseguia falar com a família, colocando o DDD de São Paulo. Eu expliquei como se fazia e ele conseguiu se comunicar com a família. No final, me perdi e ao mesmo tempo ajudei uma pessoa perdida também (risos).

FJP.: O que você gosta de fazer quando não está trabalhando? Um hobby?

R.: Não tenho um hobby específico. Mas gosto de jogar bola, futebol… Gosto bastante de assistir meu time do peito também, o Corinthians. Gosto de ficar com minha esposa e com a minha família.

FJP.: O que a sua família representa na sua vida?

R.: Família é tudo. É uma base, a estrutura que te levanta e dá forças. Sem uma base familiar você não tem nada. Posso não ser rico de dinheiro, mas sou rico do amor que a minha família me dá e isso é o bastante. Agradeço a Deus por tê-los na minha vida.

FJP.: Ouvimos dizer que você sairia do Jean Piaget. É verdade?

R.: Pretendo sair sim, tenho meus projetos pessoais. Tenho o sonho de ser locutor há muito tempo, de trabalhar em uma rádio. Falar coisas boas e ajudar as pessoas com frases motivacionais. Também sempre quis ser bombeiro, desde menino tenho essa vontade. Sempre fui uma pessoa de ajudar os outros antes de olhar para mim mesmo, sem colocar as minhas necessidades em primeiro lugar.

Entrevista com Tyler Stout

Texto por Bernardo Louzada, Duda Lobosque e Rafael Amin

Tyler Stout (Arquivo Pessoal)

Nome completo: Tyler Ray Scott

Data de Nascimento: 06/07/1977

Signo: Câncer ♋

Função: Professor do High School

Nasceu em: Fountain Valley, Califórnia

Você acha que conhece todos os professores do Jean Piaget? Acreditamos que você ficará chocado com essas informações obtidas durante a entrevista exclusiva com Tyler, professor californiano do High School, que mora no Brasil há mais de 10 anos. Com a missão de espalhar a palavra de Jesus, ele percorreu por favelas de São Paulo sem saber sequer uma palavra em português. Sabia também que ele ficou separado de sua esposa por 12 anos até decidir voltar definitivamente ao Brasil? Se bateu a curiosidade para saber mais, fique ligado na entrevista completa.

FJP.: O que te veio vir para o Brasil, de todos os outros países?

T.: Eu vim pela primeira vez em 1997 e fiquei por 2 anos. Eu era um missionário. Vim pela igreja que eu frequentava naquela época, eu tinha 22 anos e não sabia nada de português, nem bom dia nem como vai. Passei nas favelas e em outros lugares de São Paulo. Conheci minha esposa durante essa época e então voltei para os Estados Unidos em 1999. Em 2011 casei e voltei de vez.

FJP.: Esses dois anos que você permaneceu no Brasil, como foram? Já que você não sabia a língua. Como foi a adaptação?

T.: Eu aprendi a conversar com as crianças, e sendo um missionário, eu batia de porta em porta falando de Jesus e coisas religiosas, conhecendo muitas pessoas, aprendendo aos poucos. Eu não sabia nada de português e não fiz aula nem nada. Aprendi primeiro a perguntar “o que isso significa e o que quer dizer?”. Eu falava com uma criança de 5 anos e apontava para a mesa e perguntava como se dizia aquilo. Ela me respondia: “é uma mesa”, e então eu sabia o que aquela palavra significava. Fui aprendendo por dois anos dessa forma: expandindo meu vocabulário e construindo frases.

FJP.: Por que o Brasil, especificamente?

T.: Eu não tive escolha, porque na minha igreja eles te davam um formulário para preencher e sorteavam. Eles jogam um dardo no mapa, praticamente, para escolher seu destino. Meu irmão, por exemplo, foi ao Arizona, outro estado americano. Eu estava disposto a aprender outro idioma, então aceitei vir ao Brasil. Eu jurei para mim mesmo que voltaria um dia, e, por 10 anos, eu morri de saudades.

FJP.: Como surgiu a oportunidade de lecionar no Jean Piaget e vir para Santos?

T.: Para falar a verdade eu nem moro em Santos (risos). Moro na divisa de Mongaguá e Praia Grande. Quando casei em 2011, e voltei permanentemente, os pais de minha esposa estavam morando em Praia Grande, então fomos para lá. Enquanto estava lá, eu abri minha própria escola de inglês, mas há uns 6 anos atrás eu estava precisando de mais dinheiro e tive a oportunidade de trabalhar em uma escola particular de Praia Grande. Nessa época, minha esposa viu um anúncio de emprego no Jean Piaget,  fui entrevistado e aceito.

FJP.: Você quando veio ao Brasil, sentiu muitas diferenças socio-culturais?

T.: No início, eu tive duas perspectivas. Quando eu era missionário, eu batia de porta em porta e até morei em algumas favelas. Vi pessoas sendo mortas, assassinadas, com jornais por cima para não estarem expostos. Os policiais não podiam nem entrar para retirar os corpos. Nessa época, como missionário, as pessoas me tratavam diferente, como se estivessem falando com um padre, com muito respeito. Eu não era apenas um “gringo”. Ouvia suas tristezas, e tive outra visão, na época. Sou muito grato porque mudou minha vida e minha percepção sobre o brasileiro, sobre sua vivência.

FJP.: Agora, o mais importante, para fechar a entrevista com uma chave de ouro: Brasil ou Estados Unidos?

T.: Meu coração está pintado de verde e amarelo na mesma medida que está pintado de vermelho, azul e branco. Não sou capaz de escolher apenas um país dentre aqueles que eu mais amo, que são como lares.

ANIMALCACHORRO
COMIDAFEIJOADA
MÚSICABOSSA NOVA
FILMEVINGADORES: ULTIMATO
VIAGEMCALIFÓRNIA
MEDOMORRER
ESPORTEFUTEBOL AMERICANO
HERÓISUPER HOMEM
FAMÍLIAFILHA
BANDALEGIÃO URBANA


Ping-pong com Emerson Braga

Texto por Bernardo Louzada, Duda Lobosque e Rafael Amin

Emerson Braga (Arquivo Pessoal)

Nome completo: Emerson Braga Santos

Data de Nascimento: 14/10/1978

Signo: Libra ♎

Nasceu em: São José dos Campos, São Paulo

Função: Professor de Literatura

Você alguma vez já se perguntou se as histórias de vida do Emerson, professor de Literatura do colégio, são de verdade? Ou se são apenas licenças poéticas para sua vida recheada de aventuras literárias? Em uma conversa entre amigos perguntamos de tudo um pouco; e, principalmente, daquilo que você precisa saber. Confira a matéria inteira no Fala JP!

Fala JP: Como surgiu o interesse na faculdade de Letras?

Emerson: Então, eu tinha 22 anos, minha ex-namorada me sugeriu fazer uma faculdade e eu fui pesquisar no Guia do Estudante alguns cursos interessantes. Fiz um teste vocacional que resultou em Letras, Jornalismo e Direito. Quando procurei saber mais sobre os três, o que mais me chamou a atenção foi a ideia de dar aula, porque eu sempre gostei de ensinar e dividir conhecimento. Sempre acreditei que eu aprendo mais ensinando do que estudando. Por literatura eu me apaixonei em 1991, quando minha professora do 8°ano me mostrou tudo o que eu podia experienciar e viver, saindo do meu mundo real para um mundo totalmente maravilhoso.

FJP.: Qual seu livro favorito? E por que?

E.: Um lugar ao sol, de Érico Veríssimo. É um livro que fala de um cotidiano, de uma vida comum, de pessoas em uma cidade como Porto Alegre. Mas que a técnica que o Érico usa de contraponto de várias vidas diferentes se juntando e se cruzando, é real e surreal ao mesmo tempo, de uma maneira muito legal de composição do livro.

FJP.: No seu instagram está escrito “protótipo de escritor”. Existem planos para você publicar algo?

E.: Desde o Ensino Fundamental, eu participei de um projeto chamado Jovens Escritores, que fazia com que os alunos escrevessem livros para o trabalho de fechamento do ano. Nesse projeto eu escrevi uns três ou quatro livros, e então no Ensino Médio eu resgatei alguns. Procurei editoras para publicá-los e encontrei uma online que estaria disposta a publicar “Jamais Se Esqueça Que Eu Te Amo” (na época chamava-se “Pesadelo do Amor”, um nome de novela mexicana, para variar). Sempre gostei de escrever e em 2005 eu criei um blog, Erso Prosa, no qual eu escrevia crônicas. Mas eu parei de pagar e então derrubaram o site *risos*.

FJP.: Como você se sente quando algum aluno seu se forma e segue a mesma carreira de Letras?

E.: Ah, eu sinto como se fosse uma missão cumprida. Quando eu decidi fazer Letras, eu estabeleci como meta na minha vida que uma pessoa começaria a gostar de ler por minha causa. Se eu mudasse o hábito de leitura de uma pessoa, eu estaria feliz. Se eu mudasse a história de vida de uma pessoa, que escolheu como carreira algo influenciado por mim, isso seria meu ponto alto na vida.

FJP.: Qual sua opinião sobre as novas artes? Quadrinhos e jogos são válidos?

E.: Eu acho extremamente válido! A arte é cíclica e maleável, flexível. Ela se permite adaptar, e eu acho que vale super a pena valorizar quadrinhos, todos os tipos de dança, os instrumentos musicais. Toda forma de arte é uma forma de expressão e é super válido; eu super apoio em 100%.

FJP.: O que você fazia antes de vir à Santos?

E.: Olha, eu fazia muita coisa *risos*. Eu comecei fazendo faculdade em Assis, pela UNESP; e parti para Porto Alegre, para fazer o meu mestrado. Eu trabalhei com muitas coisas diferentes: em fábrica, em comércio, fui ator profissional por 12 anos e até já toquei em banda também. E então, fui trabalhar em navio de cruzeiro, em 2010, quando conheci minha esposa, que já morava aqui em Santos, então casamos em 2013 e viemos pra cá definitivamente.

ANIMALTIGRE
COMIDAFEIJOADA
MÚSICAROCK
FILMEUM SONHO DE LIBERDADE
PERSONAGEM WOLVERINE
MEDOPERDER MEU FILHO
CALVIN, MAFALDA OU PEANUTSCALVIN
HERÓIMEU PAI
FAMÍLIABASE DE TUDO
BANDAQUEEN
HOBBYBATERIA
BENJAMINVIDA