Entrevista com Tyler Stout

Texto por Bernardo Louzada, Duda Lobosque e Rafael Amin

Tyler Stout (Arquivo Pessoal)

Nome completo: Tyler Ray Scott

Data de Nascimento: 06/07/1977

Signo: Câncer ♋

Função: Professor do High School

Nasceu em: Fountain Valley, Califórnia

Você acha que conhece todos os professores do Jean Piaget? Acreditamos que você ficará chocado com essas informações obtidas durante a entrevista exclusiva com Tyler, professor californiano do High School, que mora no Brasil há mais de 10 anos. Com a missão de espalhar a palavra de Jesus, ele percorreu por favelas de São Paulo sem saber sequer uma palavra em português. Sabia também que ele ficou separado de sua esposa por 12 anos até decidir voltar definitivamente ao Brasil? Se bateu a curiosidade para saber mais, fique ligado na entrevista completa.

FJP.: O que te veio vir para o Brasil, de todos os outros países?

T.: Eu vim pela primeira vez em 1997 e fiquei por 2 anos. Eu era um missionário. Vim pela igreja que eu frequentava naquela época, eu tinha 22 anos e não sabia nada de português, nem bom dia nem como vai. Passei nas favelas e em outros lugares de São Paulo. Conheci minha esposa durante essa época e então voltei para os Estados Unidos em 1999. Em 2011 casei e voltei de vez.

FJP.: Esses dois anos que você permaneceu no Brasil, como foram? Já que você não sabia a língua. Como foi a adaptação?

T.: Eu aprendi a conversar com as crianças, e sendo um missionário, eu batia de porta em porta falando de Jesus e coisas religiosas, conhecendo muitas pessoas, aprendendo aos poucos. Eu não sabia nada de português e não fiz aula nem nada. Aprendi primeiro a perguntar “o que isso significa e o que quer dizer?”. Eu falava com uma criança de 5 anos e apontava para a mesa e perguntava como se dizia aquilo. Ela me respondia: “é uma mesa”, e então eu sabia o que aquela palavra significava. Fui aprendendo por dois anos dessa forma: expandindo meu vocabulário e construindo frases.

FJP.: Por que o Brasil, especificamente?

T.: Eu não tive escolha, porque na minha igreja eles te davam um formulário para preencher e sorteavam. Eles jogam um dardo no mapa, praticamente, para escolher seu destino. Meu irmão, por exemplo, foi ao Arizona, outro estado americano. Eu estava disposto a aprender outro idioma, então aceitei vir ao Brasil. Eu jurei para mim mesmo que voltaria um dia, e, por 10 anos, eu morri de saudades.

FJP.: Como surgiu a oportunidade de lecionar no Jean Piaget e vir para Santos?

T.: Para falar a verdade eu nem moro em Santos (risos). Moro na divisa de Mongaguá e Praia Grande. Quando casei em 2011, e voltei permanentemente, os pais de minha esposa estavam morando em Praia Grande, então fomos para lá. Enquanto estava lá, eu abri minha própria escola de inglês, mas há uns 6 anos atrás eu estava precisando de mais dinheiro e tive a oportunidade de trabalhar em uma escola particular de Praia Grande. Nessa época, minha esposa viu um anúncio de emprego no Jean Piaget,  fui entrevistado e aceito.

FJP.: Você quando veio ao Brasil, sentiu muitas diferenças socio-culturais?

T.: No início, eu tive duas perspectivas. Quando eu era missionário, eu batia de porta em porta e até morei em algumas favelas. Vi pessoas sendo mortas, assassinadas, com jornais por cima para não estarem expostos. Os policiais não podiam nem entrar para retirar os corpos. Nessa época, como missionário, as pessoas me tratavam diferente, como se estivessem falando com um padre, com muito respeito. Eu não era apenas um “gringo”. Ouvia suas tristezas, e tive outra visão, na época. Sou muito grato porque mudou minha vida e minha percepção sobre o brasileiro, sobre sua vivência.

FJP.: Agora, o mais importante, para fechar a entrevista com uma chave de ouro: Brasil ou Estados Unidos?

T.: Meu coração está pintado de verde e amarelo na mesma medida que está pintado de vermelho, azul e branco. Não sou capaz de escolher apenas um país dentre aqueles que eu mais amo, que são como lares.

ANIMALCACHORRO
COMIDAFEIJOADA
MÚSICABOSSA NOVA
FILMEVINGADORES: ULTIMATO
VIAGEMCALIFÓRNIA
MEDOMORRER
ESPORTEFUTEBOL AMERICANO
HERÓISUPER HOMEM
FAMÍLIAFILHA
BANDALEGIÃO URBANA


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Barça é surpreendido com goleada fora de casa e Liverpool avança às finais da Liga dos Campeões

Texto por João Vitor Gimenez e Arthur Giangiulio

Georginio Wijnaldum sai do banco e marca dois gols no início do segundo tempo (Foto: Clive Brunskill/Getty Images)

O improvável aconteceu no estádio do Liverpool Football Club, o Anfield, no noroeste da Inglaterra, durante a Champions League. Após a derrota do time inglês na partida contra o Barcelona por 3×0, na Espanha, todos acreditavam saber qual das duas equipes avançaria no campeonato. A confirmação dependia do resultado do confronto em Liverpool.

A equipe catalã conta com nomes que marcaram a história do mundo futebolístico, como: Lionel Messi, Luis Suárez e, representando o Brasil, Philippe Coutinho. Por isso, além da dificuldade de reverter o placar para garantir a vitória, o fato do time adversário ser o catalão já era uma dificuldade a ser enfrentada.

O grupo inglês entra em campo e, ainda nos primeiros sete minutos de jogo, enfia a bola na rede. Já no segundo período, arremata três gols que permitiram que a partida garantisse sua vaga na final contra o Tottenham e entrasse para a história do clube.

Há quem diga que o principal jogador da equipe derrotada no último confronto, Lionel Messi, estivesse “apagado” e, portanto, seria cabível apelidá-lo, de acordo com o dicionário coloquial de futebol, de “pipoqueiro” (aquele que demonstra medo de disputar jogadas, de chutar ao gol etc.; acovardar-se) . O próprio Pedro Cabrita, aluno do 2º ano A e fã do Liverpool desde 2016, comenta que sua performance caiu muito desde o último jogo e afirma que o apelido não foge à realidade de sua performance: “No primeiro jogo, no Camp Nou, ele jogou muito bem. Sempre criando jogadas e mandando no time, sabe? Já neste último jogo, ele foi anulado pela defesa e não criou oportunidade de gol com chutes agressivos, então acaba sendo pipoqueiro sim” – comenta Pedro entusiasmado com a vitória.

No entanto, quando perguntado sobre o tal, Luiz Henrique Godinho, aluno do 3º ano A, se posiciona contra a afirmação e acrescenta que não acredita que o desempenho da estrela tenha sido o fator determinante para a derrota do Barça. Além disso, aponta falhas na performance do elenco: “O time não estava num dia bom. Piqué cometeu várias falhas, o meio campo estava muito fraco na marcação e, do mesmo jeito, o Messi foi pra cima e chamou a responsa, mas não conseguiu fazer o gol. Ele tentou e, pelo menos, não se intimidou com o jogo”.

Com o João Pedro Bezerra, do 2º ano A, o papo é diferente. “Eu acho que ele deixou bastante a desejar. Todos esperavam uma boa performance no jogo de volta. Com uma partida fora do normal no primeiro jogo, ele sumiu no segundo. Ainda assim, não acredito que pipoqueiro seja a palavra certa”. Mesmo que não seja torcedor do clube finalista, João demonstra ter uma paixão pelo seu treinador, Jürgen Klopp. “Eu acredito que, hoje, ele seja um dos maiores técnicos do mundo”. Bezerra finaliza dizendo que tem certeza que cada detalhe da partida teria sido pensado estrategicamente pelo treinador alemão: “A motivação dos jogadores, desde o início, se deu muito pelo que o Klopp, como técnico, passa”.

Em 25 de maio, a torcida inglesa celebrar o aniversário de 14 anos de vencedor da Liga dos Campeões de 04-05. A disputa ocorreu contra o time italiano, AC Milan, que era, até então, o único clube que conhecia o gosto de levar uma virada deste tamanho para a equipe inglesa num jogo de Champions. Entretanto, neste caso, o jogo era a final do campeonato e o elenco inglês começou o segundo tempo perdendo de 3×0. Ao final do tempo regular, o placar estava empatado 3×3, o que levou a equipe do Liverpool a vencer a partida nos pênaltis.  

Reforma da previdência: De ideias para fatos

Texto por José Vitor Giusti

Fonte: Secretaria da Previdência

Reforma da previdência, para muitos obrigatória e para outras desnecessária, algumas pessoas acham que ela será a salvação para o nosso país economicamente, outras acham que irá prejudicar a classe trabalhadora.

Entre dúvidas e suposições, muitos que opinam sobre essa reforma nunca leram uma página sequer da PEC (Pacote de emenda constitucional) 6/2019, que está sendo analisada pelos deputados federais cada vez mais, fazendo que muita gente seja a favor ou contra ela só porque alguém próximo dela falou que ela era ótima ou terrível, sem nem ao menos explicar o motivo.

Com isso, essa matéria tem o intuito de auxiliar a decidir se você é a favor ou contra a reforma da previdência, mostrando os pontos mais importantes que essa reforma propõe.

Para que essa matéria pudesse ser produzida, foi necessário a leitura da PEC 6/2019 pelo autor deste texto. Ele foi produzido sem qualquer ideal político em questão, apenas foi feito para você entender de uma vez sobre o que é a Reforma da previdência.

Idade mínima igual para todos os setores

Na previdência atual, pela iniciativa privada, são necessários 60 anos de idade para mulheres e 65 para os homens poderem se aposentar e 15 anos trabalhando. Com a nova previdência, são necessários 62 anos de idade para mulheres e 65 para os homens poderem se aposentar e 20 anos trabalhando. E haverá mudança também para trabalhadores do setor público, onde são necessários 55 anos idade para mulheres e 60 para homens poderem se aposentar, com a reforma, passará a ser 62 anos de idade para as mulheres e 65 para os homens, que são os mesmos que valem para os trabalhadores do setor privado.

Fim da aposentadoria por tempo de contribuição

Na previdência atual, se as mulheres trabalharem 30 anos e os homens 35, mesmo sem completar o tempo necessário para a aposentadoria, poderiam se aposentar com valor proporcional. Com a nova previdência, só é possível se aposentar com a idade completa.

Aposentadoria igualitária

Atualmente, novos  parlamentares recebem aposentadorias altíssimas (mesmo muitas vezes não cumprindo todo o tempo de serviço). Com a nova previdência, todos terão o mesmo tipo de aposentadoria, e trabalhando o mesmo.

Aposentadoria do trabalhador rural

Com a nova reforma, os trabalhadores rurais passam a ter idade mínima de 60 anos para homens e mulheres e 20 anos de contribuição e um tempo mínimo de atividade rural, de 15 anos para poderem se aposentar.Na previdência atual, professores da iniciativa privada tem como tempo de contribuição mínimo 25 anos para mulheres e 30 para homens, sem idade mínima para se aposentar. Com a nova previdência, passam a ter idade mínima de 60 anos para aposentadoria e um tempo de contribuição de 30 anos.

Na previdência atual,  é exigida dos professores do serviço público uma idade de 50 anos para as mulheres e 55  para as homens. Com a nova reforma, são previstos 60 anos de idade mínima e 30 anos de contribuição para ambos, além de 10 anos de serviço público e pelo menos 5 anos no cargo.

Professores, policiais e agentes penitenciários

Na previdência atual, professores da iniciativa privada tem como tempo de contribuição mínimo 25 anos para mulheres e 30 para homens, sem idade mínima para se aposentar. Com a nova previdência, passam a ter idade mínima de 60 anos para aposentadoria e um tempo de contribuição de 30 anos.

Na previdência atual,  é exigida dos professores do serviço público uma idade de 50 anos para as mulheres e 55  para as homens. Com a nova reforma, são previstos 60 anos de idade mínima e 30 anos de contribuição para ambos, além de 10 anos de serviço público e pelo menos 5 anos no cargo.

Na nova previdência, homens e mulheres que são policiais civis e federais, além de agentes penitenciários, precisam ter a idade mínima de 55 anos para se aposentarem. A reforma também exige 30 anos de contribuição para os homens e 25 para as mulheres.

Pensão por morte

O benefício passa a ser de 60% do teto do INSS, com mais 10% por dependente adicional, até atingir o valor do teto, que hoje é de R$ 5.839,45.

Assistência social e abono salarial

É pago para aqueles com mais de 65 anos em situação de miserabilidade – com renda familiar per capita de um quarto de salário mínimo – e a deficientes.

Para os idosos, o benefício passa a ser “mal dividido”: para quem tem a partir de 60 anos, o pagamento será de R$ 400; para quem tem mais de 70, de um salário mínimo.

Benefício assistencial

Na reforma, há uma diminuição do valor do benefício assistencial que é pago a idosos de baixa renda.

Aposentadoria de empregados rurais

Empregados rurais, que enfrentam condições severas de trabalho durante toda a vida, perdem os critérios diferenciados de cálculo da aposentadoria.

Dupla Jornada das mulheres

Mulheres que possuem dupla jornada de trabalho e hoje se aposentam com 30 anos de serviço, só terão direito à aposentadoria integral após 49 anos de serviço.

Falta dos Militares

Tendo a aposentadoria mais “cara” do nosso país, os militares não são colocados junto dos outros “grupos” na reforma da previdência, obrigando aos deputados que seja feita uma nova reforma em paralelo em que os militares recebam o mesmo salário que as de outras pessoas.

Opção de capitalização para os novos segurados

Com a nova previdência, o sistema de contas individuais será alternativo ao sistema de repartição para aqueles que entrarem no mercado de trabalho após aprovação do pacote.

A capitalização seguirá regime de contribuição definida, no qual o trabalhador receberá na aposentadoria o que poupar em idade ativa, com garantia de salário mínimo para aqueles que não conseguirem economizar o suficiente.

Porém, capitalização representaria os interesses financeiros dos bancos e gerou impactos negativos em alguns países em que foi implementada.

Gatilho: aumento constante da idade mínima

Com a nova reforma, partir de janeiro de 2024, haverá um ajuste da idade mínima para todas as categorias a cada 4 anos. Esse aumento ocorrerá de acordo com a expectativa de sobrevida dos brasileiros a partir dos 65 anos.

As idades vão subir 75% do tempo de aumento da expectativa de sobrevida dos brasileiros.

Novas Alíquotas de contribuição

Na atual previdência, os contribuintes do INSS pagam algo entre 8% e 11% de todo o salário, dependendo do nível de rendimento. Com a nova previdência, pode variar de 7% à 11,68% (variação de acordo com a renda).

Regras de transição

Com a nova reforma, aqueles que já estão na ativa terão que cumprir “pedágio” para se aposentar de acordo com as novas regras.

Opção de escolha de previdência

Na nova reforma, é possível escolher entre a previdência privada e a pública, onde mesmo se você escolher o privado, você não teria que pagar pelo público.

JPhake: Aluno do Colégio Jean Piaget é visto batendo ponto após a aula

As suspeitas de que o aluno Bernardo Louzada trabalha para a escola se consolidam.

Texto por Elisa Amaral e Gabriela Craveiro

Bernardo foi flagrado fazendo atividades suspeitas na sala dos professores

Na manhã da última terça-feira, 30, acontecimentos estranhos foram observados no Colégio Jean Piaget. O aluno Bernardo Louzada, do 3º ano do ensino médio, foi visto por um grupo de estudantes do primeiro ano realizando tarefas que remetem às de um funcionário da escola. Ele já havia apresentado comportamentos peculiares no ambiente escolar e rumores de que o tal trabalha para a escola são frequentes. No entanto, os indícios têm se mostrado cada vez mais concretos.

O aluno em questão foi visto saindo da sala dos professores com uma pasta misteriosa e uma xícara de café. De acordo com Maria Silva, funcionária do colégio: “Toda segunda-feira, quando estou limpando os corredores, vejo o Bernardo saindo com papéis, café e uma expressão suspeita”. Além disso, outra funcionária, Agatha Manzi, acrescentou: “Sempre o vejo saindo da escola mais tarde do que os outros alunos. Um dia, ele disse que contaria para a Sigelda se me visse chegando no colégio fora do horário”. Por último, o mais curioso é que esse estudante foi visto batendo o ponto ao sair da escola, segundo relatos de um grupo de alunos do 1º ano.

Louzada sempre se mostrou ativo em eventos como a Festa Junina e o Clube do voluntariado, mas sua suposta função específica nunca foi descoberta. É de conhecimento comum que o aluno sempre foi muito envolvido com a área de comunicação e existem muitos motivos para crer que seu ato mais recente foi assumir a posição de chefe da Comunicação, anteriormente pertencente à Marcela Ferraciú. Após inúmeras investigações de nossa equipe, foram obtidas informações a respeito desse caso. Marcela tem apresentado comportamentos estranhos como chorar no banheiro da escola em momentos diversos. Após muita insistência, ela cedeu uma entrevista ao Jornal Fala JP, mas não foi clara a respeito de seus sentimentos: “Estou passando por um momento difícil. Trabalho no Jean Piaget há muitos anos, mas algo parece diferente. Sinto que tudo parece uma competição. Preciso de um tempo para pensar.” Após sua fala, Marcela negou responder mais perguntas e saiu com uma expressão conturbada.

Atualmente, o que resta é especular sobre os possíveis futuros planos de Bernardo. Existem boatos de que ele logo ocupará o cargo de Cláudia Gonçalves, e mais adiante, de que em um futuro distante é possível que ele assuma todo o Colégio. Com a finalidade de ir a fundo de alguma das teorias, outros funcionários que se encontram cientes de assuntos escolares foram questionados. Uma fonte que optou por não se identificar relatou: “Numa tarde, vi Bernardo conversando com a velhinha da maçã sobre assuntos que alegaram ser ‘confidenciais’”.

Para obter maior confirmação, foi de interesse do jornal promover uma entrevista com a própria diretora Sigelda Mendes, porém ela se recusou prestar depoimentos em todas as vezes que foi procurada. Por fim, mesmo após todos os indícios, o caso curioso de Bernardo Louzada ainda está em análise.

ATENÇÃO: O conteúdo acima não é baseado em acontecimentos reais e consiste em um texto de humor com elementos exclusivamente fictícios.

Vingadores: Ultimato encerra com louvor 11 anos de produções que mudaram a vida de milhares de jovens (e adultos rs).

Texto por Beatriz Cantoni e Gabriela Vitta

Imagem do poster oficial de Vingadores: Ultimato

Depois dos devastadores eventos de Vingadores: Guerra Infinita, o universo está em ruínas por conta dos esforços do titã louco, Thanos. Com ajuda dos seus aliados restantes, os Vingadores devem se reunir mais uma vez para desfazer as ações de vilão e restaurar a ordem do cosmos de uma vez por todas, não importam as consequências que os esperam.

A primeira fase do MCU (Universo Cinematográfico Marvel) teve início em 2008 com Homem de Ferro e a partir daí criou-se uma teia em que todas histórias são conectadas e criam o contexto perfeito para um final triunfante da saga. Como nem todo mundo é fã louco de saber perfeitamente a cronologia, aqui vai um guia super prático pra quem está a fim de maratonar e pegar todas as referências do filme.

Arte: Kinoplex

Provavelmente a melhor e mais óbvia dica que posso dar é: evite spoilers! Se você pegou algum (ou sem querer agiu como um ser humano normal e abriu as redes sociais na semana de estreia), não tem problema nenhum, a sensação de que você viu o melhor filme da sua geração não vai mudar. Mas vale a pena evitar contato com possíveis spoilers pra sentir o impacto de sentar na poltrona e não saber o que esperar se surpreendendo a cada minuto do filme.

Uma das melhores coisas de Ultimato é que qualquer um pode ver o filme e se deliciar com o longa: mesmo sem conhecer os Guardiões da Galáxia, a trajetória da família do Pantera Negra ou até mesmo o Thor (gente, quem não conhece o Thor não sabe o que é sofrer com a beleza alheia), o filme é muito mais do que referências das HQs e dos filmes anteriores. Apesar de ser recheados com elas, “Vingadores: Ultimato” é uma arte cinematográfica extremamente dramática, que traz à tona o lado humano dos personagens e suas superações subjetivas para salvar o mundo. No final do filme, dá aquela sensação de querer ser mais, sabe? Querer ser um herói.

Apesar da maioria esperar que no final das três horas encerre-se um ciclo criado no “Vingadores: Guerra Infinita”, nos primeiros 15 minutos de filme tal ciclo tem um certo ponto final. É um soco no estômago já no começo. Imagina nas outras cenas. Mesmo que pareça ser exaustivo assistir tantas horas de filme, a cada momento que você pensa: ‘’Meu Deus, quanto tempo eu estou sentada nessa posição?’’ ou ‘’Não deveria ter pegado o combo com refrigerante de 500 ml.’’, o filme surge com uma cena bombástica que te faz esquecer do mundo lá fora.

Mesmo sendo um marco na MCU, a narrativa NÃO TEM CENAS PÓS-CRÉDITOS!! Eu, como 98,9% das pessoas no cinema, esperei até o finalzinho pra ver algo que mostraria o futuro após o filme, mas tem apenas uma pequena surpresa sonora no final dos créditos. Ainda que a maioria demande uma final surpresa, não ter as cenas pós-créditos é mais um ‘’aviso’’ da Marvel, mostrando que, realmente, esse é o final de uma era. Ele não precisa de ligação nenhuma, é o ponto final.

Contudo, ao longo do filme, foram criados novos horizontes a serem explorados, como a trajetória de outros personagens. Na última segunda-feira (06 de maio) o estúdio lançou o novo trailer de ‘Homem Aranha: longe de casa”, e, além disso, tem em vista muitos outros projetos, como continuação de Pantera Negra e novo filme da Viúva Negra.

Ping-pong com Emerson Braga

Texto por Bernardo Louzada, Duda Lobosque e Rafael Amin

Emerson Braga (Arquivo Pessoal)

Nome completo: Emerson Braga Santos

Data de Nascimento: 14/10/1978

Signo: Libra ♎

Nasceu em: São José dos Campos, São Paulo

Função: Professor de Literatura

Você alguma vez já se perguntou se as histórias de vida do Emerson, professor de Literatura do colégio, são de verdade? Ou se são apenas licenças poéticas para sua vida recheada de aventuras literárias? Em uma conversa entre amigos perguntamos de tudo um pouco; e, principalmente, daquilo que você precisa saber. Confira a matéria inteira no Fala JP!

Fala JP: Como surgiu o interesse na faculdade de Letras?

Emerson: Então, eu tinha 22 anos, minha ex-namorada me sugeriu fazer uma faculdade e eu fui pesquisar no Guia do Estudante alguns cursos interessantes. Fiz um teste vocacional que resultou em Letras, Jornalismo e Direito. Quando procurei saber mais sobre os três, o que mais me chamou a atenção foi a ideia de dar aula, porque eu sempre gostei de ensinar e dividir conhecimento. Sempre acreditei que eu aprendo mais ensinando do que estudando. Por literatura eu me apaixonei em 1991, quando minha professora do 8°ano me mostrou tudo o que eu podia experienciar e viver, saindo do meu mundo real para um mundo totalmente maravilhoso.

FJP.: Qual seu livro favorito? E por que?

E.: Um lugar ao sol, de Érico Veríssimo. É um livro que fala de um cotidiano, de uma vida comum, de pessoas em uma cidade como Porto Alegre. Mas que a técnica que o Érico usa de contraponto de várias vidas diferentes se juntando e se cruzando, é real e surreal ao mesmo tempo, de uma maneira muito legal de composição do livro.

FJP.: No seu instagram está escrito “protótipo de escritor”. Existem planos para você publicar algo?

E.: Desde o Ensino Fundamental, eu participei de um projeto chamado Jovens Escritores, que fazia com que os alunos escrevessem livros para o trabalho de fechamento do ano. Nesse projeto eu escrevi uns três ou quatro livros, e então no Ensino Médio eu resgatei alguns. Procurei editoras para publicá-los e encontrei uma online que estaria disposta a publicar “Jamais Se Esqueça Que Eu Te Amo” (na época chamava-se “Pesadelo do Amor”, um nome de novela mexicana, para variar). Sempre gostei de escrever e em 2005 eu criei um blog, Erso Prosa, no qual eu escrevia crônicas. Mas eu parei de pagar e então derrubaram o site *risos*.

FJP.: Como você se sente quando algum aluno seu se forma e segue a mesma carreira de Letras?

E.: Ah, eu sinto como se fosse uma missão cumprida. Quando eu decidi fazer Letras, eu estabeleci como meta na minha vida que uma pessoa começaria a gostar de ler por minha causa. Se eu mudasse o hábito de leitura de uma pessoa, eu estaria feliz. Se eu mudasse a história de vida de uma pessoa, que escolheu como carreira algo influenciado por mim, isso seria meu ponto alto na vida.

FJP.: Qual sua opinião sobre as novas artes? Quadrinhos e jogos são válidos?

E.: Eu acho extremamente válido! A arte é cíclica e maleável, flexível. Ela se permite adaptar, e eu acho que vale super a pena valorizar quadrinhos, todos os tipos de dança, os instrumentos musicais. Toda forma de arte é uma forma de expressão e é super válido; eu super apoio em 100%.

FJP.: O que você fazia antes de vir à Santos?

E.: Olha, eu fazia muita coisa *risos*. Eu comecei fazendo faculdade em Assis, pela UNESP; e parti para Porto Alegre, para fazer o meu mestrado. Eu trabalhei com muitas coisas diferentes: em fábrica, em comércio, fui ator profissional por 12 anos e até já toquei em banda também. E então, fui trabalhar em navio de cruzeiro, em 2010, quando conheci minha esposa, que já morava aqui em Santos, então casamos em 2013 e viemos pra cá definitivamente.

ANIMALTIGRE
COMIDAFEIJOADA
MÚSICAROCK
FILMEUM SONHO DE LIBERDADE
PERSONAGEM WOLVERINE
MEDOPERDER MEU FILHO
CALVIN, MAFALDA OU PEANUTSCALVIN
HERÓIMEU PAI
FAMÍLIABASE DE TUDO
BANDAQUEEN
HOBBYBATERIA
BENJAMINVIDA

No matter who you are: speak yourself

Texto por Melissa Alfinito

Você sabia que a ONU tem um projeto chamado Juventude 2030 que vincula mais de 1 bilhão de jovens à iniciativa de discutir problemas da sociedade e do mundo causados por conflitos globais? O principal objetivo dessa ação é oferecer à juventude que sofre com desastres naturais e conflitos armados uma garantia de educação de qualidade e empregos até o ano de 2030. Por isso, empoderar jovens, dando espaço para debater soluções, desvendando suas mentes brilhantes e inovadoras, pode mudar o mundo.

Eu conheço artistas muito famosos que participam desse movimento e eu tenho certeza que você também conhece. Em 2017, em parceria com a UNICEF, eles lançaram a campanha #ENDviolence para proteger crianças e jovens da violência no mundo atual e se tornaram embaixadores do projeto da ONU, Generation Unlimited, que está ligado ao “Juventude 2030”. Portanto, no final de 2018, na Assembleia Geral das Nações Unidas, eles discursaram em nome do seu próprio lema: “Speak Yourself”. Não importa quem você é, de onde você é, a cor da sua pele ou o seu gênero, apenas expresse aquilo que você sente, aquilo que você deseja, seja a mudança e faça ela acontecer.

A história da carreira desses artistas traz inúmeras mensagens de aceitação e reflexão sobre essência, sobre qual o seu papel no mundo e como a sua existência vale a pena, por mais que a vida pareça impossível. Ao retratar questões como depressão e a pressão escolar, eles dão voz a seus sentimentos, por meio de muitas críticas e linguagens poéticas, sabendo que todos que os ouvem também passam por momentos difíceis e pensam em desistir.  A ideia é mostrar que lutar pelos seus objetivos vale muito a pena.

Esses artistas iniciaram sua experiência na indústria musical de forma muito lenta. Alcançar o que eles tem hoje não foi fácil e ainda não é. Todo dia é uma constante luta por espaço e representatividade. Eles tinham muitos sonhos e objetivos fortes, mas buscaram realizá-los sem saber efetivamente como sair do zero, pois fazem parte de uma empresa que não tinha excelentes condições financeiras capazes de fazê-los crescer.

A maior parte dos profissionais do ramo não acreditava em seu potencial porque suas propostas sempre foram muito brutas e críticas com o sistema educacional e os padrões sociais. Viveram constantes pressões familiares, pessoais e da indústria e essa última exigia que eles fossem esculpidos dentro de um modelo que agradasse a sociedade sem afrontá-la ou chocá-la. Por isso, eles tiveram que construir seu próprio espaço e abrir um caminho para mostrar ao público seus ideais e expressar sua personalidade única dentro de ideologias tão tradicionais. Ainda assim, mesmo com os inúmeros obstáculos, eles não desistiram.

Apesar de pensarem em largar tudo e seguirem suas vidas de uma forma mais fácil, eles persistiram no sonho de crescer musicalmente e conquistar o mundo. Estabelecer metas e, juntos, trabalhar para alcançar o sonho era o que os fazia levantar todo dia de manhã, ensaiar, produzir e se preparar para mais um longo dia de dificuldades e pessoas os dizendo que não eram capazes.

Não só a insistência pessoal, mas também o amor e apoio dos fãs os fizeram construir essa história. Quem os acompanha sempre sofreu com o preconceito por gostar de algo diferente e tão único. Enfrentar essas críticas externas visando sempre a felicidade dos artistas e o sucesso deles fez os fãs vivenciarem a luta por espaço e expressão da mesma forma. Os dois andam de mãos dadas na busca pelo amor próprio, pelo reconhecimento e possibilidade de poder se expressar e, assim, se aceitar em meio a tanta diversidade e regras. Enquanto eles contam sua própria história buscando passar ao máximo a mensagem de que desistir nunca é a melhor saída, os fãs aprendem a lidar com seus próprios conflitos, inspirados e motivados pelo eterno esforço e paixão dos artistas pelo que amam fazer e por quem são.

Esses artistas formam o BTS, um grupo sul-coreano composto por sete garotos que começaram com sonhos pequenos, porém, fortes. Hoje lotam estádios imensos e constroem a cada dia sua história ao lado de milhões de pessoas que buscam, de jeitos diferentes, se expressar, se aceitar e se amar, a fim de mudar, o mínimo que seja, do mundo ao seu redor.

Grupo BTS

Se você se interessou pelo projeto e quer saber mais sobre a presença do BTS na Assembléia Geral da ONU assista esse vídeo:

Grupo BTS discursando na ONU