Erigindo vínculos – Os ignotos (Parte 1)

Poema por Juliana Soares Vicente

Os médicos dirigem-se à taverna mais limítrofe,

após um extenuante expediente.

Todos aparentando estar em um estado epítrofe,

mas essa utopia

só tinha serventia

para o agrado do gerente.

Quais assumiram a forma da próxima vespa-joia?

Quais os riscos de ser a pessoa mais simplória?

Qualquer um poderia ser visto como suspeito.

Até o imaculado poderia cometer o mais horrendo dos feitos.

No primórdio de suas carreiras,

não há o conceito de livre expressão.

Ou morrer afogado na baía costeira,

ou sujeitar-se a desposar o carpo da mão.

Ao invés de simplesmente conviver com a face alheia,

um beneplácito alvoreceu um veredito e uma deliberação.

Há poucos instantes

chegara a hora de enjeitar a empáfia

que com emancipação vagueia.

Com esforços abundantes,

formaremos firmes ráfias,

perante a ameaça que por perto passeia.

Tal medida é compulsória,

uma vez que no futuro vejo

diversas e extensas dedicatórias

ao extinto e massacrado vilarejo.

Somos, agora, uma comunidade a se formar.

Deslealdade suspenderá o convívio.

Sabemos muito bem, que se sozinhos,

pisaríamos um no outro, como inimigos.

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